Espaço em Branco

7 Julho, 2009

Gay Talese ao vivo no Roda Viva

Arquivado em: Cool Things, Cultura, Frases, Literatura, TV — Érica @ 13:07
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Gay Talese no centro do Roda Viva. Foto: Rosana Hermann, via Twitpic

Almoçar assistindo ao Gay Talese em entrevista ao vivo para o Roda Viva: não tem preço.

Um tanto sério, mas sempre muito elegante, no alto de seus 77 anos, Gay Talese deu uma verdadeira aula de jornalismo, ética e paixão pela profissão durante sua entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, gravada nesta segunda-feira (7) e ainda sem data definida para ir ao ar. Talese falou sobre sua carreira, sua vida, suas obras, sobre o jornalismo e a literatura: tudo com extrema paciência, sapiência e simpatia.

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Gay Talese e sua famosa elegância. Foto: Joyce Tenneson

Talese criticou a profissão e o modo como o jornalismo é feito hoje, apresentou sua visão sobre a literatura de ficção e explicou porque não se aventura por ela, falou sobre seus “colegas de new journalism”, Truman Capote e Tom Wolfe, afirmou que prefere ir até a história e colocar o pé no mundo do que procurar por informações na internet (”o laptop é uma armadilha”), disse que não se envolve com políticos (”eles mentem”), elogiou, criticou, explicou, respondeu, concordou, dissertou, conquistou.

Querer resumir a entrevista aqui é querer muito – até porque estou escrevendo de memória. Mas, dentre tantas preciosidades, entre elas as frases “curiosity is essencial for journalism”, “ordinary people have extraordinary stories”, “journalism it’s not a work of imagination, it’s a work of research” e “the important is not to be the first, but to be right” (frase proferida quando falava sobre as novas tecnologias e o imediatismo que elas proporcionam à profissão), Talese ainda elogiou muito a organização da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, da qual ele participou como convidado (e onde, além de ter conquistado o público, participou de quase todas as tendas de escritores como ouvinte), e disse ter ficado impressionado por ver tantas pessoas participarem de um evento voltado exclusivamente para a palavra escrita. Talese também disse ter ficado surpreso com o programa Roda Viva, cuja estrutura e modus operandi ele nunca havia visto antes, e afirmou ainda que, dentre os jornais que ele conhece, o The New York Times é o melhor da atualidade e seus críticos literários têm o poder de acabar com um livro.

Para encerrar a entrevista, o mediador Paulo Markun perguntou à Talese por que ele escreve. A reposta: “I do a better job when I write, when I rewrite.”

Se você ficou curioso e quiser assistir à integra e se deliciar com esta entrevista, fique atento à TV Cultura, que em breve deve anunciar a data da transmissão do programa.

TV Cultura: 40 anos

Arquivado em: Cool Things, Cultura, News, TV — Érica @ 00:18

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A TV Cultura completa 40 anos em 2009!

Não sei de você, mas eu não conseguiria descrever a minha infância sem a TV Cultura. Vários dos programas produzidos e veiculados nas décadas de 1980 e 1990 tiveram grande importância na complementação da minha formação cultural e intelectual, e diria até, na formação do meu caráter. São programas que me acompanharam durante minha infância e adolescência e que são lembrados com um enorme carinho. Melhor “babá eletrônica” não houve – e não há!

Comemorando a data, a TV Cultura já apresenta reportagens especiais ao longo de sua programação, além de reprisar programas clássicos que marcaram a vida de muita gente e entraram para a história da televisão brasileira.

O site do canal também traz um espaço especial para a data, com a página TV Cultura – 40 anos recheada de vídeos, fotos, informações, depoimentos e lembranças sobre essas quatro décadas de cultura, lazer, entretenimento, serviço e educação.

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Acesse no site o link "Linha do Tempo" e veja um resumo do que a TV Cultura inventou nesses 40 anos

E mais: você ainda pode votar em um programa histórico para ser reapresentado na grade especial dedicada às comemorações dos 40 anos da TV Cultura. Todos os dias há três opções no site para você votar no seu programa preferido para matar a saudade – ou a curiosidade. O programa com mais votos vai ao ar às 20h.

No site também há um espaço interativo, por onde você pode enviar um vídeo falando sobre a TV Cultura e correr o risco de ganhar kits de DVDs e ter seu vídeo veiculado durante a programação.

Daqui, eu agradeço o companhia de tantos anos e comemoro as realizações da TV Cultura. Atualmente, sigo sua programação o quanto posso, mas ainda espero por um box especial com todos os episódios – e extras! – de Mundo de Lua, enquanto canto

Bem no meio do lado escuro da lua, escondido numa linda cratera / Com o fogo sagrado, que traz a paixão, nosso lindo dragão nos espera / E eu quero só ver quando ele aquecer nosso corpo e nos iluminar / Vai ser tanta magia que a luz deste dia será feita de sol e luar / Se você quer conhecer este mistério, minha nave pode te levar / Na bagagem traga todos seus desejos / A passagem e está pronto pra sonhar / Vem curtir o Mundo da Lua / Um mundo tão vibrante e ??? (nunca consegui descobrir esta palavra!)

6 Julho, 2009

Sensacional!

Arquivado em: Cool Things, Cultura, Frases, Literatura — Érica @ 14:23

bar_redO trecho abaixo é de uma crônica do escritor Antonio Prata. Leia.

Não é por desleixo que ignoramos a morte: empenhamos muita energia nessa direção. Está vendo esses homens embriagando-se no bar? Aquela garota de sobrancelhas franzidas analisando a tabela nutricional do iogurte? O casal brigando dentro do carro? Tudo para não olharmos de frente a grande defenestradora. Tergiversamos o quanto podemos, mas não postergamos: uma hora ela chega, nós vamos.”

Apesar de falar sobre um assunto profundo, a morte, veja como o parágrafo começa simples, bem fácil de ler e com exemplos cotidianos que todos entendem. De repente, e em seguida, aparecem três palavrões: defenestradora, tergiversamos e postergamos! Lindo, lindo, lindo!

E pensar que aprendi a palavra “defenestrar” a partir de um conto do pai do Antonio, o Mario

3 Julho, 2009

Completamente Flipada!

Arquivado em: Blogs - Websites, Cool Things, Cultura, Literatura, News — Érica @ 23:37

livrosMais um pouco e fico completamente vesga de tanto ler notícias! Mal consigo conciliar a leitura de notícias cotidianas com o acompanhamento de todo material publicado sobre a Flip: termino de ler uma longa entrevista com um escritor e já tem texto novo sobre o encontro de autores em outra tenda; termino este texto e outro site publica notícias sobre a biografia ou o livro novo de um escritor; vou pra lá e um terceiro outro portal traz a reação do público diante das afirmações daquele outro autor, e assim lá se vão horas!

É o que digo: de blog em blog e de link em link eu não vejo o dia passar – e descubro uma infinidade de coisas interessantes! E, com isso, minha lista de sites “bookmarkados” e links para ler mais tarde só vão aumentando e aumentando. E as leituras de livros vão ficando pra trás…

Acompanhe a 7ª Flip por meio das coberturas dos sites da Folha Online, do Estadão, do Uol e do G1. Boas leituras! E não se esqueça de desligar o computador e ir ler um livro!

2 Julho, 2009

Frustrações

Arquivado em: Blogs - Websites, Comics - Cartoons, Cool Things, Cultura, Literatura — Érica @ 15:43
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Os quadrinistas gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá por eles mesmos

Uma das minhas maiores frustrações é não entender de HQs. Mangás, Marvel, DC Comics, Conrad, Devir, Pixel, Panini, HQMix, Will Eisner, Neil Gaiman, Alan Moore, Fernando Gonsales, Angeli, Laerte, graphic novel e outras milhares de palavras e autores, são coisas que eu gostaria que fizessem parte do meu vocabulário cotidiano.

Adoraria ser fã da arte e saber de tudo um pouco para poder acessar sites como o Blog dos Quadrinhos e o Universo HQ e me deliciar com todas as informações e novidades do infinito mundo das HQs. Mas, infeliz e frustrantemente, parece que a capacidade do meu HD cerebral já está lotada…

É uma frustração ver a nova geração de quadrinistas nacionais fazendo trabalhos fantásticos e sendo reconhecidos mundo afora (e no Brasil também!) e não poder entender mais sobre este mundo criativo de traços e histórias. É difícil acompanhar a escalada quando não se tem o treinamento básico.

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Um dos belos desenhos do ArtDungeon.net, cuja temática é o mundo de Harry Potter

Por enquanto, e por agora, me contento em ler algumas notícias sobre HQs e acompanhar pela internet a primeira vez que a Flip abre espaço para a discussão sobre quadrinhos, tendo como convidados os desenhistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, Rafael Grampá e Rafael Coutinho.

Outra grande frustração relacionada ao assunto é minha incapacidade para desenhar. Não pretendo chegar ao nível desta galera citada acima, mas adoraria desenhar lindamente como a Marta, do ArtDungeon.net. Dos rabiscos aos esboços, dos desenhos à lápis aos feitos com aquarela, dos em preto e branco aos coloridos, acho os desenhos dela simplesmente encantadores!

29 Junho, 2009

Xinran e as mulheres da China

Arquivado em: Cultura, Literatura, News — Érica @ 22:20

livro_xinranO título já estava em minha lista “Livros para Comprar” há certo tempo, mas o preço, por volta dos R$ 45, era sempre um motivo contra. Até que um dia entrei em uma livraria e comecei a ver os títulos em versão de bolso disponíveis em um display. E lá encontrei As Boas Mulheres da China por menos da metade do preço do livro na versão “tradicional”.

Comecei a lê-lo imediatamente, mas logo percebi que a leitura não seria tão fácil assim: as histórias narradas por Xinran, autora da obra, eram tristes demais. Muitas delas pareciam até ter sido inventadas, tamanha a crueldade ou sensibilidade extrema, mas então eu tinha que me lembrar de que as histórias eram todas reais. E assim via que as vidas das mulheres chinesas retratadas no livro eram muito sofridas, muito tristes e, muitas vezes, brutais. E que nada ali era inventado.

De 1988 a 1997, a jornalista chinesa Xinran leu e comentou em seu programa de rádio cartas vindas de todas as partes da China, enviadas por suas ouvintes. Cartas estas que retratavam dificuldades e crueldades enfrentadas diariamente por mulheres chinesas, que ainda hoje estão longe de receberem o mesmo respeito e valor dispensados aos homens chineses.

São algumas destas histórias que deram origem ao livro As Boas Mulheres da China. Segundo a sinopse, entre essas histórias estão a de “Hongxue, que descobriu o afeto ao ser acariciada não por mãos humanas, mas pelas patas de uma mosca; de Hua’er, violentada em nome da ‘reeducação’ promovida pela Revolução Cultural; da catadora de lixo que impôs a si mesma um ostracismo voluntário para não envergonhar o filho, um político bem-sucedido; ou ainda a de uma menina que perdeu a razão em conseqüência de uma humilhação intensa”.

Mas somente lendo a obra é que se pode sentir a gravidade destas experiências. As que mais de chocaram foram a história sobre o terremoto de 1976, que matou 300 mil chineses, e a última do livro, sobre o povo da Colina dos Gritos. São sofrimentos humanos dos mais inimagináveis.

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A jornalista e escritora chinesa Xinran Xue. Foto: divulgação

Xinran é uma das ilustres presenças que enriquecerão a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, ou simplesmente Flip, que acontece de 1º a 5 de julho no Rio de Janeiro. Alegria para quem vai, tristeza para quem fica, como eu, que tem que se contentar com as reportagens especiais sobre o evento.

Para saber mais sobre a história de Xinran (ela mesma marcada pelo rigor extremo da cultura chinesa), sobre seus livros e um pouco da história daquele país, leia estas duas excelentes reportagens da Folha: “Chinesa que vai à Flip começou contando histórias de mulheres” e “Escritora discute as ’sombras’ da China sobre a mulher na Flip“, ou visite o site oficial da escritora. E leia As Boas Mulheres da China. Vale todas as lágrimas.

27 Junho, 2009

Mauricio de Sousa homenageia Michael Jackson

Arquivado em: Comics - Cartoons, Cool Things, Cultura, Literatura, News, Revistas — Érica @ 21:45
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Zé Vampir, Penadinho, Zé Caveirinha, Muminho e Lobi ensaiam para a chegada de Michael Jackson. Repare nas bundinhas deles durante os passos... Será que estes "Clum, clunc" são a batida de "Billie Jean" ou os passos de "Thriller"?

Mauricio de Sousa e sua equipe têm uma sensibilidade incrível para transformar tragédias ou assuntos de difícil abordagem em historinhas lindas. Me lembro de uma em especial, publicada quando o Papa João Paulo II faleceu, em que até a Dona Morte chorou ao buscar essa alma.

E agora, como não poderia deixar de ser, vem uma homenagem ao ícone pop Michael Jackson, em uma história intitulada “À Espera de um Astro”, com um belo roteiro de Paulo Back. Nela, a Turma do Penadinho espera ansiosamente pela chegada de Michael, com direito à várias e hilárias referências aos clipes e músicas do artista.

A história será lançada na revista da Turma da Mônica somente em setembro mas, para aproveitar que o assunto ainda está em alta na mídia, Mauricio de Sousa teve a brilhante ideia de publicar via Twitpic todo o roteiro da história ainda no esboço, isto é, sem o acabamento de cores e a arte final. Segundo explica o próprio criador da Turminha em seu Twitter, “como perceberam, entre a criação de um roteiro e sua finalização corre, no mínimo, um periodo de três meses. Por isso a prévia pela internet.

Confira as dez páginas do esboço: página 1, página 2, página 3, página 4, página 5, página 6, página 7, página 8, página 9 e página 10.

mauricio_50_anosE, se você é fã da genialidade de Mauricio de Sousa, vá se preparando para as comemorações de 50 anos de carreira do artista, que serão completados em 18 de julho! Estão previstos vários eventos e muitos lançamentos!

Leia mais sobre este grande marco na história cultural do Brasil (sem exageros!) nas matérias da Folha (”Para celebrar carreira, Mauricio de Sousa vai à China e à TV“), do Estadão (”Os 50 anos do traço de Mauricio“) e d’O Globo (”Aos 50 anos de carreira, Mauricio de Sousa sonha em voltar a fazer tirinhas de jornal“). Visite também o site oficial da Turma da Mônica (que tem nesta comemoração um excelente motivo para ganhar uma boa repaginada no layout… Está precisando!).

26 Junho, 2009

Educação pra quê?

Arquivado em: Blogs - Websites, Comics - Cartoons — Érica @ 20:59

25 Junho, 2009

Atendimentos online – um exemplar, outro péssimo

Arquivado em: Cultura, Literatura, Revistas, Uncategorized — Érica @ 19:07

Nos últimos meses, dois casos distintos me levaram a utilizar serviços de atendimento online: o da Livraria Cultura, cujo assunto é referente a um livro que comprei mas que esgotou; e o da Editora Abril, o Abrilsac, referente à não-entrega de exemplares da revista Superinteressante, da qual sou assinante.

O atendimento da Livraria Cultura foi um primor: eficiente, rápido, com informações claras, serviço completo e satisfatório. Já o da Abrilsac está sendo lento e bastante decepcionante. Abaixo segue um panorama de cada atendimento, constando um resumo de todos os e-mails trocados e as datas em que foram enviados e/ou recebidos.

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Começo por ilustrar a troca de e-mails com o atendimento online da Livraria Cultura:

  • 28 de fevereiro: faço um pedido no site da Livraria Cultura para quatro livros importados, todos paperback do Stephen King
  • 4 de março: a Livraria me informa que um dos livros encontra-se esgotado na editora e pede meus dados bancários para reembolso do valor do livro em questão
  • 4 de março: pergunto se, em lugar do reembolso, posso pedir outro livro do mesmo valor
  • 5 de março: sou informada pela Livraria que o crédito está disponível para qualquer compra, bastando informar o número referente ao protocolo do caso
  • 5 de março: pergunto se terei que pagar o frete para o novo pedido (preciso da informação para procurar um livro substituto com o valor mais aproximado do crédito)
  • 6 de março: sou informada detalhadamente sobre o valor total do crédito disponível, mais o valor do frete a ser pago
  • 12 de abril: decido pedir outro livro paperback do mesmo autor, cujo valor é pouco mais de R$ 1,00 mais barato que o crédito (observe que aqui a demora em responder foi minha)
  • 29 de abril: recebo um Aviso de Chegada e sou informada de que o livro pedido já está reservado em meu nome e que devo confirmar o interesse no mesmo
  • 2 de maio: confirmo o interesse no pedido e tiro uma dúvida (o Aviso de Chegada pedia para que eu fizesse um depósito do valor do livro, mas como eu tinha a valor em crédito, queria confirmar os dados da transação)
  • 4 de maio: segue trecho do e-mail recebido em referência à minha dúvida anterior e o último deste atendimento sobre o livro esgotado e a substituição do mesmo (o texto veio sem acentuação; o grifo é meu): “Informamos que a mensagem anterior foi enviada automaticamente por nosso setor de reservas, mas na verdade, ja estavamos monitorando seu pedido, e assim que o titulo chegou em loja sua entrega ja foi providenciada, no dia 30/04. A entrega sera concluida no maximo ate a proxima  quinta-feira, dia 07/05. O valor total da encomenda ja foi quitado com o credito referente a seu pedido de internet anterior, nao  sera necessario o pagamento de diferenca alguma em relacao ao frete.

Dois dias depos, o livro chegou em casa. Atendimento simples, claro, eficiente e competente. Detalhe: a cada e-mail, havia assinatura de um atendente diferente, mostrando que todos estavam cientes do caso, ou, pelo menos, tinham competência para resolver o problema. Resultado: uma cliente feliz e impressionada com a atenção dispensada. Atendimento da Livraria Cultura: nota 10.

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Agora o atendimento da Editora Abril. A saber: sou assinante da Superinteressante há, pelo menos, três anos (não sei precisar há quanto tempo a assino, pois antes disso já comprava a revista em bancas). No fim de 2008 renovei a assinatura por mais um ano. De acordo com o site do Abrilsac, o último exemplar desta nova assinatura seria o de janeiro de 2010. O problema é que o último que recebi foi o de novembro de 2008. E nunca mais.

Segue um enorme resumo do atendimento do Abrilsac, com todos os e-mails recebidos/enviados:

  • 26 de janeiro de 2009: envio a primeira reclamação ao Abrilsac informando que o último exemplar da revista que recebi foi o de novembro/2008. À data, faltavam o de dezembro/2008, a edição especial que sai todo fim de ano e o exemplar de janeiro/2009
  • 4 de fevereiro: segue a íntegra do e-mail enviado pelo Abrilsac, o qual se repetiria muitas outras vezes: “Caro Assinante – Esclarecemos que sua solicitação foi direcionada ao departamento específico para que as devidas providências possam ser tomadas. Por esse motivo, você receberá uma resposta em breve. Permanecemos à sua disposição.
  • 18 de fevereiro: escrevo informando que ainda não recebi respostas sobre minha reclamação – e nem os exemplares não entregues, incluindo, agora, o de fevereiro
  • 23 de fevereiro: recebo um e-mail do Abrilsac pedindo a confirmação do endereço de entrega
  • 24 de fevereiro: envio a confirmação do endereço de entrega
  • 26 de fevereiro:Caro Assinante – Esclarecemos que sua solicitação foi direcionada ao departamento específico para que as devidas providências possam ser tomadas. Por esse motivo, você receberá uma resposta em breve. Permanecemos à sua disposição.
  • 9 de março: reclamo mais uma vez sobre o não-recebimento de respostas
  • 24 de março:Caro Assinante – Esclarecemos que sua solicitação foi direcionada ao departamento específico para que as devidas providências possam ser tomadas. Por esse motivo, você receberá uma resposta em breve. Permanecemos à sua disposição.
  • 9 de abril: recebo mais uma vez o e-mail pedindo a confirmação do endereço de entrega
  • 9 de abril: reenvio o endereço de entrega
  • 14 de abril: recebo um e-mail pedindo a confirmação do meu nome, endereço, telefone e código de assinante
  • 20 de abril: envio os dados solicitados
  • 20 de abril: recebo um e-mail pedindo a confirmação do meu CPF e telefone
  • 20 de abril: respondo ao e-mail enviando os dados e reclamando da burocracia e da repetida solicitação dos mesmos dados, sem que eu receba nenhuma satisfação sobre o que está acontecendo com a minha assinatura
  • 20 de abril: recebo novamente o mesmo e-mail que pede meu CPF e meu telefone
  • 20 de abril: reenvio meu CPF e meu telefone
  • 21 de abril:Caro Assinante – Esclarecemos que sua solicitação foi direcionada ao departamento específico para que as devidas providências possam ser tomadas. Por esse motivo, você receberá uma resposta em breve. Permanecemos à sua disposição.
  • 26 de maio: envio mais um e-mail solicitando uma satisfação ao meu requerimento – a qual espero receber desde janeiro com uma solução para o problema
  • 24 de junho: reenvio o e-mail citado acima
  • 25 de junho: recebo, pela terceira vez, o e-mail pedindo a confirmação do endereço de entrega
  • 25 de junho: reenvio, pela terceira vez, o endereço de entrega.

Anteriormente, já tive inúmeros problemas com a entrega de exemplares da revista mas, após informar ao Abrilsac, sempre tive a entrega reestabelecida. Porém, desta vez, quando o número de revistas não recebidas se acumulava, fiz uma requisição ao Abrilsac (a qual voltei a repetir em vários e-mails, sempre sem obter resposta): que eu recebesse um exemplar de todos os números que não me foram entregues (e os quais estavam pagos) ou que eu tivesse ressarcido o valor total da assinatura.

Hoje, 25 de junho, o caso está assim: não obtive nenhuma solução para nada, desde 26 de janeiro (há quase cinco meses!). E no site do Abrilsac consta que eu tenho mais sete exemplares para receber, dos 13 a que tinha direito quando renovei a assinatura. Mas, até agora, não tenho a menor ideia de onde estes exemplares possam ter ido parar.

Atendimento Abrilsac: surpreendentemente falho, lento e confuso. É uma pena ver uma empresa de tamanho porte e história oferecer um atendimento tão ruim.

24 Junho, 2009

Dexter (com spoilers!)

Arquivado em: Cool Things, News, TV — Érica @ 17:50

dexterA abertura do seriado Dexter é uma das mais geniais que já vi (assista ao vídeo no fim do post). Ela mostra ações triviais de uma rotina matutina sob outros pontos de vistas, focando em detalhes dúbios que ilustram perfeitamente o tema da série.

Em um explicação bastante simplista, a série conta a história de Dexter Morgan, um expert em análise de rastros de sangue em cenas de crime que trabalha para o departamento forense da unidade de polícia de Miami Metro. Durante o dia, Morgan trabalha ajudando a desvendar crimes; à noite, Dexter é, ele próprio, um serial killer. Mas é aqui que está o diferencial: ele só mata outros serial killers.

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Cena de episódio de "Dexter". No detalhe, o ator John Lithgow, que estará nos 12 episódios da quarta temporada

Cada temporada é focada em um serial killer. Na primeira, o maior problema de Dexter (e da Miami Metro) é o enigmático “Ice Truck Killer”, que acaba revelando muito sobre o passado de Dexter e cujo personagem rendeu episódios espetaculares. A segunda veio com o “Bay Harbour Butcher” e com o sargento Doakes e a Lila fechando o cerco para cima de Dexter. A terceira temporada trouxe o “Skinner” e o enorme ego de Miguel Prado. Tudo sempre permeado pela vida “normal” de Dexter e sua busca por manter sua identidade secreta, controlando seus instintos ao mesmo tempo em que vive em sociedade, sem levantar suspeitas.

A quarta temporada, que estreia em setembro nos Estados Unidos, traz “Trinity Killer” como o próximo serial a dar trabalho para a Miami Metro, e cujas eficiência e habilidade se tornam motivos de fascinação para Dexter. E, para surpresa e alegria de muitos, o personagem será interpretado pelo excelente John Lithgow!

Se a qualidade dos roteiros continuar no mesmo nível, podemos esperar por mais uma grande temporada! E com (ou apesar de) Dexter Jr. à caminho.

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