A imagem que melhor representa a atualidade

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Crédito: Barbara Kinney / Hillary for America

Em um passado-não-muito-distante, a coisa mais legal do mundo era conseguir ver seu ídolo de perto, conseguir um autógrafo, um abraço. Que sonho!

Com a popularização das câmeras, aquelas ainda com filme, a coisa mais legal do mundo passou a ser conseguir tirar uma foto de seu ídolo, nem que fosse do topo da cabeça dele (olha, é o cabelo dele!!), uma foto borrada que fosse (ele passou tão rápido!!), desde que se conseguisse um registro dele. E, quem sabe, melhor ainda!, conseguir uma foto COM ele – desde que alguém tirasse pra você, pois acertar o enquadramento e o foco com uma câmera comum era meio loteria.

Pouco depois vieram as câmeras digitais portáteis e todo mundo passou a prestar mais atenção no que se fotografava e filmava do que se importar em participar do momento em si – como é comum ver em shows, aquele mar de celulares filmando (muito mal) tudo.

Agora, com os celulares e suas selfies, as pessoas fazem tudo isso ao mesmo tempo: chegam perto do ídolo, tiram várias fotos dele e outras com ele – sem se importar em realmente aproveitar o momento. Tudo tem e deve ser registrado. Mesmo que para isso você fique de costas para o seu ídolo.

Turma da Mônica estreia em novos aplicativos

Apesar de alguns torcerem o nariz para a novidade – eu inclusa -, em 2008, veio a Turma da Mônica Jovem e o sucesso foi estrondoso. Aliás, continua sendo. Em 2009, veio a incrível MSP 50 e deu início às fabulosas Graphics MSP, que levaram a turminha a novo patamar, com centenas de artistas dando suas próprias versões para os personagens do Mauricio de Sousa.

Mais recentemente, em 2013, o pessoal dos Estúdios Mauricio de Sousa inventou a Turma da Mônica Toy, com desenhos cômicos curtos de 30 segundos, sem falas mas cheios de onomatopeias engraçadas, que podem ser vistos no canal oficial ou no novo aplicativo, gratuito, lançado em julho deste ano, tanto para sistema Android como para iOS (basta procurar por Mônica Toy na loja do seu celular).

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Todos os episódios estão disponíveis no YouTube e no aplicativo gratuitamente, porém, a cada um ou dois episódios vistos no celular, você é obrigado a assistir a um comercial de games de 30 segundos por inteiro, até que possa assistir a outro desenho. Mas a plataforma é bem bonitinha, e ainda permite que você baixe posteres muito legais de Mônica Toy para o celular de graça.

E agora surgiu mais uma jogada da Turma da Mônica, anunciada esta semana: as revistinhas estão entrando para o time da Social Comics, uma plataforma de leitura de gibis online que funciona por meio de assinatura. Não conheço a ferramenta, que foi lançada recentemente, em 2015, mas o preço para assinantes é bastante acessível (R$19,90/mês), o conteúdo é bem variado (são diversos títulos de gibis, para todos os gostos e idades) e você ainda pode ler quanto aguentar por mês, sem limite, em qualquer plataforma. Por enquanto, somente a turminha clássica entrará para o Social Comics, com novas edições entrando para o sistema toda semana.

Com tantas novidades, fica óbvio que o pessoal da MSP está antenado em tudo o que surge de novo e interessante pelo mundo. E eu aposto – e ganho! – que ainda tem muito mais novidades vindo por aí.

Fotos raras e os instantâneos de hoje

Tirar fotos hoje em dia se tornou uma coisa tão banal, que quase ninguém mais presta atenção ao conteúdo delas. Você vai a uma festa e tira dezenas, às vezes, centenas de fotos, que acabam se juntando à outras milhões de fotos esquecidas pelos celulares, HDs, dropboxes e Google drives da vida.

Prova disso são os álbuns de fotografia de antigamente, da nossa infância, por exemplo (se você nasceu nos anos de 1980 pra trás): são verdadeiros tesouros, cópias únicas de um tempo analógico, em que se pensava muito para tirar uma fotografia, se esperava a pose certa, se checava se estavam todos juntos para a foto, pois o rolo de filme era caro, com número limitado de “poses”, e ainda se pagava mais um tanto pelas revelações.

São raras as fotos descartáveis de antigamente, ao contrário das fotografias de agora. Basta acessar a pasta onde elas estão salvas para perceber que existem doze muito parecidas, podendo-se deletar onze delas, tiradas numa festa qualquer como tantas outras.

Por isso, quando surgem fotos históricas, daquelas BEM antigas, a gente para e fica imaginando o por quê do momento registrado ser tão importante para ter merecido uma fotografia, como e por que esta foto foi conservada e cuidada por tanto tempo, e mergulhamos na história que ela quer contar. Como nas imagens abaixo:

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Crédito: imgur / reddit

Dois guardas da fronteira dos Estados Unidos tentam evitar que um fugitivo escape para o México, em foto de 1920. Aparentemente, na época, a fronteira norte-americana era bem mais frágil, sem muralhas e grades cheias de arame farpado e sem os atravessadores, conhecidos como coiotes, que cobram milhares pela promessa de fazer uma pessoa conseguir atravessar a fronteira e entrar ilegalmente nos EUA, o que, muitas vezes, acaba em tragédia.

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Crédito: imgur

Não, não é uma produção para um filme de ficção científica nem uma foto de National Kid. São soviéticos, provavelmente soldados, utilizando um então moderno aparelho para detectar aviões, em 1917. Uma foto, imagino eu, bem rara e bastante curiosa.

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Crédito: Margaret Bourke-White

Nova York, 1930. Nesta foto de Margaret Bourke-White, parece que todos os novaiorquinos usam chapéus. Mas onde estariam as mulheres? Que lugar é este, uma fábrica? Dá para imaginar mil e uma histórias a partir desta foto.

E quanto às SUAS fotos históricas? Quais fotos de família são suas preferidas? Quais histórias elas contam? Por que são tão queridas?

Veja outras fotos históricas como estas aqui.

Palmeiras azul e cinza

Esse negócio de “terceiro uniforme” serve apenas para descaracterizar o time, seja ele qual for. O Palmeiras, por exemplo, sempre verde e branco, tem dois terceiros uniformes horrorosos, um azul pijama/marinho e outro cinza metálico, que dá a impressão que os jogadores estão jogando vestidos em papel laminado.

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A primeira vez que o Palmeiras teve uma camisa azul foi em 1929, quando ainda jogava como Palestra Itália (nome que só foi mudado em 1942). Depois só foi ter um uniforme azul em 1955, uma outra camisa horrorosa em 2002, uma azul bonita em 2009 – que tinha a Cruz de Savóia -, depois em 2014, em edições especiais para comemorar o centenário do Clube, em 2015 e agora em 2016.

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Não bastassem as chuteiras coloridas com cores “caneta marca-texto”, agora são os uniformes que perdem o padrão.