O Mundo Secreto das Coisas

A criatividade é um bichinho que não visita muitas pessoas, mas aquelas que ela escolhe morder são agraciadas com superpoderes cujos resultados, com sorte, são espalhados para o mundo ver.

É o caso de Sean Charmatz, um animador norte-americano que filma objetos e cenas do dia a dia e lhes dá vida para se tornarem vídeos hilários. Como este abaixo, um compilado de vários vídeos curtos que ele criou, simplesmente genial.

Siga Charmatz no Instagram, onde ele sempre posta videozinhos animados e imagens de objetos que ganham vida em suas mãos e mente inquieta.

sean_charmatz

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Eu acordei / Tirei meu pijama…

O AdNews publicou uma matéria bem interessante sobre quais eram as propagandas que estavam na TV, jornais e revistas na última vez que o Palmeiras ganhou um brasileirão, lá em 1994 – quando eu, ainda criança, era fanática por futebol e infernizei muita gente comemorando o bicampeonato 93/94 do time.

As campanhas de então são lembradas até hoje, entre elas, o cachorrinho da Cofap (muita gente ainda chama os Dachshund de “cofapinho”) e a inesquecível Poupança Bamerindus. Mas uma das melhores é esta do vídeo abaixo, feito para a Honda, mostrando que aquela máxima é verdadeira: “menos é mais”.

Saudades das propagandas boas brasileiras…

AU?

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À esquerda, capa da Revista Au., que provavelmente não existe mais, já que tanto seu perfil quanto seu website estão desatualizados.

À direita, capa de outra “revista au”, a Revista aU, esta sobre arquitetura e urbanismo, ainda sendo publicada.

Au?

Turma da Mônica estreia em novos aplicativos

Apesar de alguns torcerem o nariz para a novidade – eu inclusa -, em 2008, veio a Turma da Mônica Jovem e o sucesso foi estrondoso. Aliás, continua sendo. Em 2009, veio a incrível MSP 50 e deu início às fabulosas Graphics MSP, que levaram a turminha a novo patamar, com centenas de artistas dando suas próprias versões para os personagens do Mauricio de Sousa.

Mais recentemente, em 2013, o pessoal dos Estúdios Mauricio de Sousa inventou a Turma da Mônica Toy, com desenhos cômicos curtos de 30 segundos, sem falas mas cheios de onomatopeias engraçadas, que podem ser vistos no canal oficial ou no novo aplicativo, gratuito, lançado em julho deste ano, tanto para sistema Android como para iOS (basta procurar por Mônica Toy na loja do seu celular).

turmadamonicatoy

Todos os episódios estão disponíveis no YouTube e no aplicativo gratuitamente, porém, a cada um ou dois episódios vistos no celular, você é obrigado a assistir a um comercial de games de 30 segundos por inteiro, até que possa assistir a outro desenho. Mas a plataforma é bem bonitinha, e ainda permite que você baixe posteres muito legais de Mônica Toy para o celular de graça.

E agora surgiu mais uma jogada da Turma da Mônica, anunciada esta semana: as revistinhas estão entrando para o time da Social Comics, uma plataforma de leitura de gibis online que funciona por meio de assinatura. Não conheço a ferramenta, que foi lançada recentemente, em 2015, mas o preço para assinantes é bastante acessível (R$19,90/mês), o conteúdo é bem variado (são diversos títulos de gibis, para todos os gostos e idades) e você ainda pode ler quanto aguentar por mês, sem limite, em qualquer plataforma. Por enquanto, somente a turminha clássica entrará para o Social Comics, com novas edições entrando para o sistema toda semana.

Com tantas novidades, fica óbvio que o pessoal da MSP está antenado em tudo o que surge de novo e interessante pelo mundo. E eu aposto – e ganho! – que ainda tem muito mais novidades vindo por aí.

O dia em que o Instagram perdeu a identidade

O Instagram Brasil anunciou que vai passar a permitir a publicação de fotos e vídeos em outros formatos que não o quadradinho.

“O formato quadrado tem sido e sempre será parte de nós. Apesar disso, a história visual que você está tentando contar deve estar sempre em primeiro lugar, e queremos tornar fácil e divertido para você compartilhar momentos da maneira que quiser”, publicou o Instagram Brasil em sua conta.

Pra mim, vai perder a graça. O legal de “brincar de Instagram” era o desafio de conseguir colocar num quadradinho aquilo que você queria mostrar, de transformar aquele momento numa bela foto polaroid, que iria para um mural universal de milhões de fotinhas polaroid, perfeitamente quadradinhas. A foto tinha que ser feita um pouco de longe para que, na hora de cortar, você conseguisse dar ênfase ao ponto principal sem perder o contexto da foto, sem estourar a qualidade e também sem ter que cortar elementos importantes da composição.

Mas agora o Instagram passa a ser mais um lugar onde você pode publicar as suas fotos. Quaisquer fotos. Em quaisquer formatos. E agora vai ficar tudo despadronizado e bagunçado e ruim e feio.

Não curti.

Mickey Mouse tentou se matar nos anos 1930

Em tempos do intragável “politicamente correto”, em que é mais fácil nivelar por baixo do que ensinar a discernir o mundo, quaisquer detalhes censurados nos quadrinhos nos chamam a atenção (como, por exemplo, o Cebolinha, que não picha mais os muros do Limoeiro com insultos contra a Mônica porque a ação é politicamente incorreta), mas esta história do Mickey Mouse ultrapassa todos os limites.

Publicada em 1930 pelo cartunista norte-americano Arthur Floyd Gottfredson, na história Mickey desconfia que Minnie o está traindo com outro rato e entra em depressão.

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(Clique na imagem para vê-la em tamanho original – em inglês)

Após ver a suposta prova da traição, Mickey se pergunta qual o sentido em continuar vivendo, já que sua amada namorada não o quer mais. Não sabendo o que fazer, ele decide acabar com seu sofrimento e se matar – de várias maneiras.

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Obviamente, todas as tentativas são frustradas por comicidades disneyanas e, no fim, o rato cai em si – com a ajuda de outros bichinhos fazendo o papel de bichinhos de verdade – e descobre que a vida é bela.

Hoje em dia, este tipo de roteiro mandaria um cartunista para a prisão perpétua. Mas, em 1930, o pessoal tinha capacidade de entender que tudo não passava de uma historinha em quadrinhos.

A história completa (com qualidade ruim, mas legível) está disponível no Comic Book Resources.

O íncrivel peixe-palhaço

A foto é impressionante e me pegou de surpresa. Parece mostrar um peixe enorme olhando curioso para centenas de olhinhos encapsulados.

Foto: David Doubilet/National Geographic
Foto: David Doubilet/National Geographic (clique para ver maior)

Mas a história é tao simples quanto fascinante: os peixes-palhaço machos da espécie Amphiprion frenatus costumam cuidar de seus ovos como um jardineiro cuida de suas plantas: pode parecer esquisito, mas eles separam os ovos com embriões mortos daqueles que contêm filhotes saudáveis. Sim, os olhinhos encapsulados são filhotes de peixe.

Detalhe dos ovos de peixe-palhaço
Detalhe dos ovos de peixe-palhaço

Além deste trabalho, esses peixes – da família do Nemo – ainda oxigenam os ovos com sua barbatana peitoral.

Natureza: nota 10.