Antiga Casa dos Sonhos da Barbie

O sonho de muita menina do fim dos anos 1980 e começo de 1990 era ter a Casa dos Sonhos da Barbie. Enorme (para uma criança), linda e majestosamente cor-de-rosa, com seus imponentes três andares, quarto-que-vira-banheiro, escada caracol e balanço, a mansão era um sonho de consumo.

Eu, que nunca liguei muito para bonecas e tive poucas durante a infância, incluindo apenas duas Barbies*, ganhei num belo Natal a tal casa da Barbie.

(* a primeira que minha mãe me deu era a Dra. Barbie, que eu amava, e desconfio que ela escolheu essa porque foi enfermeira-chefe antes de eu nascer.)

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Não me lembro em qual ano a ganhei, mas lembro bem das milhares de peças que vieram na caixa. Foi minha mãe quem ficou quebrando a cabeça para montar a mansão. Não era difícil, mas era bem chato encaixar as paredes e o piso – tudo de papelão! – nos canos de plástico cor-de-rosa, além de montar a escada, que veio toda desmontada também, e colar os adesivos no balanço.

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Crédito: blog Brinquedo Antigo

Mas eu era tão desligada de bonecas, que não tinha nenhum móvel da Barbie – nem qualquer outro que não fosse dela mas servisse. Tinha a mansão, mas não tinha nada de mobiliário! Em compensação, minhas primas tinham praticamente a casa inteira montada – só não tinham a casa. E, se você teve primos quando criança, sabe que a rotina é um dia de melhores amigos, outro de inimigos mortais, por isso, não era sempre que a brincadeira estava completa.

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Crédito: blog Kirinilas

Mas, no final das contas, a mansão pouco foi usada como casa mesmo. Eu não tinha muita paciência pra brincar de bonecas ou de ser dona de casa, mas tive a ideia genial de usar a casa como uma escrivaninha (nerd, eu?), e vivia brincando de escritório, guardando toda a papelada no andar do meio, os objetos mais pesados no térreo e usando o terraço como mesa. Brinquei anos desse jeito e aproveitei muito a Mansão da Barbie.

Infelizmente, o papelão e o plástico não-muito-resistente sucumbiram ao tempo e à infância bem-brincada, e a casa foi evaporando aos poucos, até não sobrar mais nada. Atualmente, encontrar uma casa dessas inteira é quase impossível, mas você pode garimpar pelos mercados livres da vida e ir juntando peça por peça…

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Tem um vídeo bastante ruim, mas bem raro, com o comercial desta Casa dos Sonhos Estilo Rosas da Barbie. Repare no “nunca foi tão divertido ser dona de casa!” que uma menina diz no fim do comercial.

Por fim, eu também tive o carro da Barbie, aliás, ainda tenho, mas aí é outra história.

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Crédito: blog Just Lia

Eneacampeão Brasileiro!

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Foto do também palmeirense Ricardo Lombardi, do @desculpeapoeira.

Para quê serve uma borracha elétrica?

Não sou desenhista e há muito não utilizo um lápis para fazer anotações, mas estou aqui me perguntando para quê serve uma borracha elétrica.

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“A vibração do aparelho auxilia na hora de apagar com a borracha, (…) permitindo apagar as letras com mais rapidez.” Como assim??

O ser humano se tornou tão imbecil que não é mais capaz de mexer a mão para apagar uma palavra com borracha comum? Assim como a escova elétrica, que nos deu a glória de não precisarmos mais ter a árdua tarefa de fazer movimentos rápidos e contínuos para escovar os dentes, agora precisamos de uma borracha elétrica, que assim como a escova, funciona com pilhas (!!)?

Não seria mais fácil usar uma borracha comum, bem maior do que essas pontas super fininhas da borracha elétrica, que parecem que vão quebrar fácil como um grafite? Não seria mais prático, fácil, rápido e menos demente usar uma borracha comum?

Pior ainda são as recomendações de precaução:

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“Não utilize para outros fins”?? Sério mesmo?

Onde vamos parar, humanidade?

Um jogo da minha infância

Um dos meus jogos preferidos, Mickey no Castelo da Ilusão, ou Castle of Illusion no original, era daqueles que eu jogava sem parar, over and over again, até o saudoso Master System pedir pra parar porque estava em vias de derreter.

Assistindo ao vídeo acima, dá até pra sentir o friozinho na barriga quando chega em partes em que eu costumava apanhar, escorregar ou morrer… E as musiquinhas e efeitos sonoros são de arrepiar esta alma infantil!

Pena que a fita não era minha, era da locadora.

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Como estão seus ídolos japoneses de infância 30 anos depois

Este post é para impressionar, assustar ou mesmo chocar as crianças dos anos 1980 que, como eu, cresceram assistindo aos tokusatsus da TV Manchete e afins. Se você for facilmente impressionável, não veja as imagens deste post para não ter sua infância arruinada.

Pois bem. Lembra-se da galera de Changeman, Flashman, Jiraya e Jaspion, aqueles verdadeiros heróis japoneses de 20 e poucos anos em seus indefectíveis uniformes coloridos de luta, que tentavam ter uma vida mais ou menos normal longe das batalhas? Então, amigo trintão, eles também cresceram. Ou melhor, envelheceram.  Aliás, nem “melhor”, porque muitos não envelheceram tão bem…

Veja as fotos de seus heróis japoneses dos anos de 1980 trinta anos depois. Hoje, todos estão na casa dos 50 anos. Respire fundo e acredite no que vê: é tudo verdade!

Antes e depois

Começando por uma imagem mais “tranquila”: na montagem abaixo, à esquerda, está Haruki Hamada, o ator que deu vida ao eterno Tsurugi, o Change Dragon, de Changeman, (meu preferido do Esquadrão Relâmpago), e à direita, Ryosuke Kaizu, o Red Mask, de Maskman.

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Atores jovens e bonitos, ambos líderes de suas tropas superpoderosas.

E agora, na imagem abaixo, os mesmos heróis em foto recente – não sei precisar a data. O que dizer deste efeito do tempo?

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Mas até aí tudo bem, continuam simpáticos, envelhecer é só para quem continua vivo. Mas prepare-se para a próxima revelação.

Na montagem abaixo, vemos o ator Kazuoki Takahashi, que interpretou o galã Hayate, o Change Griphon, de Changeman (o ator também teve participações menores em Flashman, Jiraya e outros seriados). Ao lado dele, o ator Junichi Haruta, o superhipercool MacGaren, o arqui-inimigo do herói Jaspion. Haruta também foi intérprete do Dyna Black, de Dynaman, e do Goggle Black, de Goggle Five.

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Agora preparem-se para a transformação, que vem na imagem abaixo.

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O que aconteceu com o galã dos Changeman?? Será que o Senhor Bazoo o atacou e ele ficou assim, e agora anda pelas ruas de Tóquio de pijamas e Crocs? E o MacGaren, que agora parece um tiozinho de filmes de comédias?

Mas o pior ainda está por vir. Jaspion. Talvez o maior ídolo da garotada dos anos 1980. Ele, que era o único herói japonês com permanente nos cabelos e foi interpretado pelo ator Hikaru Kurosaki…

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… que hoje está assim.

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O Jaspion está tão acabado, coitado, que é capaz do poderoso Satan Goss confundi-lo e querer enfurecê-lo para transformá-lo num monstro incontrolável em sua luta para conquistar o universo.

Essa imagem foi feita a partir de uma entrevista concedida por ele em novembro de 2015. Há muito tempo afastado da TV, o ator é dono de uma escola de mergulho no Japão.

Mas nem tudo é tragédia no mundo do tokusatsu oitentista. Takumi Tsusui, o belo ator que fez (e ainda faz por aí) o Jiraya, envelheceu bem e continua bonitão.

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Se você sair pesquisando Google afora pelos atores de tokusatsu não mencionados aqui terá sua vida impactada por outras imagens assustadoras. As imagens deste post são apenas algumas das mais recentes que me fizeram pensar sobre aquela frase que diz que “o tempo é uma fábrica de monstros”.

Pelo visto, o único que melhorou depois de velho foi o Gyodai, que era assim nos anos 1980 (à direita) e hoje está assim (à esquerda).

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Fonte da montagem: Megacurioso