Nada mudou

A janela da casa de Vanda Gomes Félix, 55 anos, fica a poucos metros do lixão do Morro do Céu – favela de Niterói que, assim como o Morro do Bumba, sofreu com a tragédia das chuvas de abril. Ela olha para a montanha de detritos não com nojo ou revolta, mas com saudades. Vanda foi, durante 20 anos, catadora de lixo. Era dali que ela e dezenas de famílias obtinham sua única renda, vendendo plásticos, papeis, metais. “Quando tinha uma carne melhorzinha, um resto de comida em uma lata, nós aproveitávamos também. Aprendemos a comer o que tinha”, lembra Gilsara Costa, outra moradora do local.

A falta de alternativas para quem vivia do lixo faz com que a situação dos moradores do local, que já era inadmissível, evoluísse par algo ainda pior, depois que o depósito foi desativado. Se não chega lixo, não chega também comida à mesa. “O que era pouco virou nada”, resume Gilsara. Os moradores do Morro do Céu estão com fome.

É muito triste ler relatos como este. Entra ano, sai ano, ainda tem muita gente miserável e com fome. Matéria completa aqui.

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