Poluição no Tietê

Fotos: Reuters

Se você acha que a única forma de poluição do rio Tietê é aquela água escura e fétida vista e sentida nas marginais de São Paulo, quando você está preso no trânsito e não tem para onde escapar, veja as fotos ao lado.

Ambas mostram o Tietê no trecho que passa por Pirapora do Bom Jesus, tomado por uma espessa camada de espuma causada pelos detergentes lançados com o esgoto ainda não tratado no rio.

Na foto acima, um homem atravessa uma ponte sobre o rio e abaixo há uma visão mais ampla da tragédia, que parece cada vez mais irreversível e deprimente.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a poluição que atinge o rio Tietê a partir de dejetos lançados por indústrias tem aumentado por causa da falta de chuvas no Estado. Agosto registrou o menor acúmulo de chuva desde 1943.

Mas, apesar de tantos dados desanimadores, ao contrário do que muita gente pensa, o rio Tietê não é inteiramente poluído: ao longo de seus 1.150 quilômetros de extensão, ele nasce limpo fica imundo, morre e renasce.

Talvez seja assim também com a esperança de quem quer ver o Tietê como ele era antes da década de 1920: navegável, apto a pescarias e mergulhos. Vejamos quem morre primeiro.

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