CSI: cena mais cara da história e crossover triplo

As últimas semanas deram não um, mais dois tapas na cara de quem acha que CSI está perdendo o rumo: a primeira super notícia foi a tão falada abertura da 10ª temporada, que traz a cena mais cara e mais tecnologicamente avançada da história das séries de TV.

A sequência foi feita com a mesma tecnologia utilizada no filme Matrix. Foram dois meses para finalizar uma cena com pouco mais de dois minutos de duração! (Acho que o único que não deve ter se mostrado muito surpreso com a tecnologia foi Laurence Fishburne, ator que interpreta o CSI Ray Langston, já que ele era o Morpheus da trilogia). Se você ainda não viu a cena, o vídeo é este:

Neste link você pode assistir ao making of da cena e ver os atores pendurados por fios e apoiados por bastões enquanto diversas câmeras os filmam por todos os ângulos, além de explicações de alguns dos profissionais envolvidos no trabalho. E saiba também que o episódio se mostra digno do investimento!

Em primeiro plano, o detetive Mac Taylor, de CSI:NY, seguido pelo CSI Ray Langston, de CSI, em cena do crossover triplo. Imagem: divulgação

Crossovers

A outra notícia que animou ainda mais os fãs da série original (CSI deu origens a duas outras séries, passadas em Miami e em Nova York; a original tem Las Vegas como cenário) é um crossover triplo, que ligará as três franquias em um mesmo caso investigativo.

Langston e Horatio Cane (sorrindo!), de CSI: Miami, em mais uma cena do crossover triplo. Imagem: divulgação

CSI já teve outros três crossovers: o primeiro uniu os investigadores da série original com o elenco que integraria a turma de Miami, e o segundo uniu a tropa de Miami com o elenco que formaria a CSI de Nova York. Já o terceiro crossover foi um episódio duplo que começou em Miami e terminou em Nova York.

Portanto, um crossover entre as séries não é novidade, porém, o ineditismo está no fato de um personagem (Langston) passar pelos três CSI e em uma única semana. O caso investigado, nesta que pode ser chamada de “primeira trilogia de CSI”, começará em Miami (no episódio “Bone Voyage”, que irá ao ar em 9 de novembro nos Estados Unidos), passará por Nova York (em 11 de novembro com o episódio “Hammer Down”) e será encerrado em Las Vegas (em 12 de novembro, no episódio “The Lost Girls”).

Neste link você pode ver mais fotos divulgadas e, neste outro link, o vídeo promocional do crossover. Abaixo, um curto making of em que os atores falam sobre o episódio triplo.

É por esta e por outras que digo: CSI RULES!

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UPDATE (12.12) – Com certo atraso (um mês cravado!), assisti aos três episódios do crossover de CSI e estas são minhas impressões:

O primeiro episódio, passado em Miami (8×07 – “Bone Voyage”), é muito forçado, com tons quase de uma comédia. Tudo é muito colorido, cheio de sol (se bem que toda a franquia de Miami é assim, o que nunca me agradou), e o que é pior, os CSIs de Miami agem como se Ray Langston fosse um semi-deus, o tratando com largos sorrisos, entonações super felizes e muita puxação de saco (vide a vídeocoferência feita por Calleigh ao conversar com Langston pela primeira vez, o longuíssimo cumprimento entre Ray e Horatio e o tratamento que o legista dispensa a ele – só faltaram pedir autógrafos). Outra coisa muito chata são as longas cenas cheias de efeitos “labirintíticos” de uma única CSI examinando evidências – cenas que poderiam ter sido cortadas pela metade ou terem mais um CSI. O episódio dá a impressão de que em Miami são todos pseudo-profissionais, já que os dados que Langston apurou (sozinho) são do tipo que qualquer CSI deveria ser capaz de fazer, de forma que chamar um CSI de outro Estado para esta investigação parece ter dado ao laboratório de Miami um atestado de incompetência. Saldo final: episódio bastante chato, superficial e um tanto irritante.

Já em Nova York (6×07 – “Hammer Down”), a coisa mudou. E muito. Desde a primeira conversa entre os CSI de NY e Langston, todos se tratam com seriedade, profissionalismo e de igual para igual. Ninguém muda o tom de voz nem se derrama em elogios. Mesmo quando Mac conversa com Ray sobre a dificuldade de contar aos familiares sobre más notícias a conversa não fica piegas. E todos os CSI trabalham em coesão, seja nas ruas ou examinando evidências; todos têm algo a acrescentar. O episódio é sério e tenso o tempo inteiro, com cenas mais fortes, muita ação, perseguições e nada de ursos num parque. Episódio excelente, como todo CSI deveria ser.

No último episódio, em Las Vegas (10×01 – “The Lost Girls”), a seriedade da história continua e o episódio não foge do que costuma ser o CSI original: uma equipe trabalhando em conjunto, investigações que levam para lugares tão díspares como um deserto e uma boate, laboratórios coerentes com a realidade, efeitos especiais indispensáveis e sem exageros, algumas doses de sarcasmo e piadas na hora certa. Mas, sobre CSI Las Vegas, sou suspeita para falar: sou fã desde 2001, quando o primeiro episódio foi exibido aqui.

O desfecho desse crossover foi um pouco clichê, sem grandes reviravoltas mas cheios de personagens com tramas interligadas. A história no geral foi bem interessante, com um tema infelizmente tão cruel quanto atual. E real.

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2 comentários em “CSI: cena mais cara da história e crossover triplo

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