Asteróide não vem, mas foguete vai

Imagem do clássico "Viagem à Lua", de Georges Méliès, filme de 1902

Quando o Apophis – “destruidor”, em grego – foi descoberto, em 2004, o mundo astronômico se assustou, pois os cientistas inicialmente acreditavam que havia uma em 45 mil chances de que o asteróide atingisse a Terra em 13 de abril de 2036 (uma irônica sexta-feira). Entretanto, depois que os pesquisadores refizeram os cálculos da trajetória, a Nasa minimizou as chances de impacto, reduzindo a ameaça para uma em 250 mil chances. Com isso, podemos todos dormir tranquilos.

O Apophis está previsto para sobrevoar a superfície terrestre a 29 mil quilômetros em 2029 e continua sob constante monitoração da Nasa.

Bem, a Terra não será atingida, mas a Lua, sim. E não será com um asteróide vindo do espaço, mas com um foguete saindo de uma nave terrestre*. A sonda Lcross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) da Nasa lançará um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do polo sul, na face oculta da Lua. A missão tem como objetivo provocar um impacto que levante uma nuvem de pó e rochas sobre a cratera. Fragmentos serão recolhidos e posteriormente pesquisados para detecção de água no satélite.

O choque acontecerá nesta sexta-feira (9), por volta das 8h30 (horário de Brasília). Segundo informações de agências internacionais, para visualizar o impacto e a poeira será necessário um telescópio de médio porte, mas o evento não será visível do Brasil – claro, como sempre. Mas não fique chateado: a Nasa transmitirá a operação pelo canal Nasa TV, provavelmente a partir das 7h, 7h30 da manhã, horário de Brasília. Mais informações aqui.

E estas foram as notícias astronômicas de hoje.

Link para o filme Viagem à Lua, de 1902.

* “Nave terrestre” sempre me lembra dos Changeman. Sempre.

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Um comentário em “Asteróide não vem, mas foguete vai

  1. Bela investida da Nasa para futuras missões mais arrojadas… espero viver o bastante pra que, daqui a um futuro bem próximo, eu veja o homem ir novamente a lua e depois além. Se Carl Sagan estivesse vivo para ver, acho que diria que isso se trata de mais uma herança das Voyagers.

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