
Desta vez, ou vai ou rachamos todos
Neste link, imagens impressionantes do nosso querido e agonizante planetinha.

Desta vez, ou vai ou rachamos todos
Neste link, imagens impressionantes do nosso querido e agonizante planetinha.

Um mundo sem ursos polares? Não, por favor! Foto: AFP/Getty Images
Ursos polares, pandas, tartatugas, orangotangos, elefantes, baleias, sapos, tigres.
Centenas de espécies correm risco de extinção caso a mudança climática continue desenfreada.

Acredite: esta é uma foto do Monte Kilimanjaro. Foto: PA
Com a mudança climática, vários países correm risco de terem partes de sua terra inundada, ou até serem completamente submersos pela água resultante dos derretimentos dos polos e das geleiras.
Aquecimento global, o quê?
Cientistas descobriram que não são apenas algumas aves que migram em busca de países com clima mais quente no inverno. Os icebergs também. E eles têm uma certa queda pela Austrália, com suas praias, desertos e clima bem quente.
Piadas de lado, um grupo de cientistas australianos anunciou a descoberta de um enorme bloco de gelo a cerca de oito quilômetros da ilha de Macquarie, localizada entre a Austrália e a Antártida. O iceberg em questão tem 500 metros de comprimento e 50 de altura, e provavelmente faz parte de outros icebergs maiores que se desprenderam da crosta antártica entre 2000 e 2002.
Os cientistas afirmaram que “outros icebergs foram levados em direção ao norte pelas correntes oceânicas, mas nunca tinham se aproximado tanto à ilha, onde as águas são mais quentes”. Eles acreditam que a massa de gelo se romperá e derreterá rapidamente conforme ruma na direção norte.
Neste link há alguns mapas mostrando a localização da ilha e do iceberg.

Uma pedrinha de gelo perdida na imensão do mar. Aquecimento global? Foto: Murray Potter/AP
*************
Groenlândia perde 1,5 mil gigatoneladas de gelo
Ainda nas notícias sobre o clima ruim nas geleiras (com trocadilho), um estudo mostrou que a Groenlândia perdeu nada menos que 1.500 gigatoneladas de gelo entre 2000 e 2008. O estudo, liderado por Michiel van den Broeke, do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica da Universidade Utrecht, na Holanda, está na edição mais recente da revista Science.
Dá para imaginar o que é uma “gigatonelada”?
“Esse derretimento resultou em um aumento médio no nível do mar de 0,46 milímetro por ano. Entre 2006 e 2008, a elevação média do nível do mar saltou para 0,75 milímetro, com uma perda de gelo acumulada de 273 gigatons anuais.
“Se não fosse o efeito compensador da precipitação de neve e de recongelamento, a perda de gelo na Groenlândia depois de 1996 teria dobrado.”
Aquecimento global, o quê?

Mais um bicho fofinho entre os ameaçados de extinção. Triste. Foto: Reuters
Depois que especialistas declararam que os tigres podem estar extintos em 20 anos, agora é a vez dos koalas entrarem para a triste lista dos animais em risco de extinção.
As preocupações e os motivos são os mesmos: especialistas alertam que se nada for feito urgentemente para salvar a população dos koalas, eles podem desaparecer em 30 anos. Os dois maiores culpados são as alterações climáticas e os incêndios florestais.
“Segundo os estudiosos, o clima mais quente e seco – resultado do aquecimento global – tem contribuído para a redução dos alimentos básicos desses animais, as folhas de eucalipto, levando à desnutrição.
“Uma pesquisa recente da fundação australiana de proteção aos coalas constatou que o número de animais caiu mais do que a metade nos últimos seis anos – de 100.000 para 43.000.”
O tempo vai passando e a lista vai crescendo. Quantos mais bichos ainda terão que fazer parte dos que correm risco de extinção – ou quantos mais serão extintos – até que se faça alguma coisa?
Esta é umas das notícias mais atemorizantes que li nos últimos anos.
De acordo com uma previsão científica anunciada pelo projeto Catlin Arctic Survey, dentro de dez anos o polo Norte será um grande oceano aberto (sem gelo!) durante o verão.
Segundo Pen Hadow, pesquisador, explorador polar e líder do projeto, os dados obtidos corroboram o novo consenso de que os verões no Ártico não terão mais gelo dentro de 20 anos e que o grande decréscimo na formação desse gelo vai ocorrer nos próximos dez anos.
Você consegue imaginar isso? Dá medo! E as consequências não são poucas.
“O oceano Ártico desempenha uma posição central no sistema climático da Terra”, diz Martin Sommerkorn, da ONG WWF. Um impacto na região, portanto, poderia ter consequências em áreas bem distantes do polo Norte.
“Esse processo poderá causar inundações que afetarão um quarto da população mundial, aumentar de forma substancial as emissões de gases-estufa [que costumam ser aprisionados pelo gelo] e provocar mudanças climáticas extremas”, diz o ambientalista.
Alguém ainda tem alguma dúvida de que já passou da hora de fazer alguma coisa contra o aquecimento global? Agora é correr atrás do prejuízo. Pelo bem da humanidade.
As imagens são tão lindas quanto impressionantes. Estivesse eu lendo algum livro de Stephen “the” King, provavelmente as acharia assustadoras e claustrofóbicas. Principalmente esta abaixo:

Poderia perfeitamente ser um dos cenários dos livros de Stephen King, mas é apenas a entrada do Luna Park, em Sydney, atingido pela tempestade de areia. Foto: Getty Images
Esta é uma das piores tempestades de areia já enfrentadas por Sydney, na Austrália. Os diversos meios de transporte estão enfrentando um verdadeiro caos, os principais monumentos da cidade ficaram praticamente invisíveis sob a cortina de areia e o governo alertou a população sobre o perigo de doenças respiratórias, pedindo que crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios não saiam de casa.
A areia que cobriu Sydney vem do deserto – a palavra “outback” se refere ao deserto australiano – e as fotos do fenômeno são uma mais incrível que a outra. Veja algumas delas nesta página do Flickr, no jornal britânico Telegraph, fotos lindas no jornal americano Boston Globe, diversas matérias e fotos feitas por leitores no iReport e um vídeo na reportagem da BBC Brasil.
Foi bem engraçado ver pela TV políticos completamente fora de seu habitat natural, constrangidos em vestir camisetas chamativas e capacetes de ciclistas, e até mesmo sem muita noção de como andar de bicicleta, fingindo aderir à campanha – quando, na verdade, o máximo que fizeram foi dar uma volta no quarteirão para as câmeras gravarem.
Mas teve o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e seus assessores, que foram para o trabalho de ônibus – e o veículo ficou lotado… de fotógrafos. (Note o detalhamento do off da matéria: “Kassab passou pela catraca e sentou.” Não bastasse a informação mais do que óbvia, na faculdade de jornalismo eu aprendi que não se deve narrar o que a imagem mostra; isto é redundante. O certo é trazer informações complementares, mas enfim, que valor tem o meu diploma?)
Também foi divertido acompanhar pelo Twitter os vários comentários sobre o Dia sem Carro. Foram muitas piadas, mas também algumas frases sérias:
“Para 70% da população, todo dia é Dia Mundial sem Carro.” – Fábio Yabu, desenhista, escritor e etc., criador das Princesas do Mar
“Hoje foi o dia sem carro em SP!!!! Aeeee.. mais um dia como qualquer outro para mim…” – J.C., escrito por Mauricio Cid, do blog Não Salvo
“Mostre que você não PRECISA andar de carro, só pega engarrafamento todo dia pq ADORA.” – Carlos Cardoso, do Contraditorium
“Pelo menos as pessoas estão falando do Dia Mundial Sem Carro, em anos anteriores nem isso.” – Carlos Merigo, publicitário do Brainstorm#9.
“É curioso ver o país que deposita todas as esperanças no petróleo do pré-sal aderindo ao dia mundial sem carro.” – Microcontos Toscos, twitter sobre bobagens escritas por Leonard Surge
Em sua coluna na Folha, Gilberto Dimenstein afirma que carro faz mal ao coração. Segundo ele, pesquisas indicam que o barulho das ruas afeta o órgão, mas que, apesar do movimento do Dia sem Carro não ser levado muito à sério no Brasil, a percepção dos brasileiros de que o carro é uma ameaça à saúde pública e à qualidade de vida nas cidades está crescendo. (Veja o número da frota de carros em algumas das principais capitais brasileiras.)
Pode levar algum tempo até que medidas mais drásticas sejam tomadas, mas este tipo de iniciativa e o aumento das informações passadas à população ainda podem reverter o problema e diminiur o número de veículos em circulação nas grandes cidades. É a famosa “conscientização”.
Mas e você? Você faz algum esforço em prol do meio ambiente ou é daqueles que usam o carro para ir até a padaria da esquina?

A interpretação inicial é outra, mas a foto mostra a fumaça de um incêndio que atingiu uma mata na região próxima ao Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
“Há diversos modos pelos quais você pode se relacionar com os animais. Essa relação pode ser intermediada por um sofá, sobre o qual você e seu gato de estimação passam juntos os domingos à tarde. O que liga fisicamente você a um cão de companhia pode ser a coleira usada para puxar o animal pela calçada aos finais de semana. Ou mesmo as grades de uma jaula através das quais tentamos jogar comida a um urso no zoológico. Há várias outras possibilidades, mas em torno de 99% dos casos, a relação dos seres humanos com os animais no nosso planeta se dá por outra via: por meio de um garfo e de uma faca.”
Frase do filósofo gaúcho Carlos Naconecy.
“A produção e o comércio de carne são inesgotáveis fontes de grosseria e brutalidade. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro com a beleza e o perfume de uma horta ou pomar não deixa dúvidas quanto a isso. Todos animais que consumimos (bois, frangos, porcos) são tão sensíveis à dor e passíveis de sofrimento quanto nós ou quanto nossos animais de estimação. No entanto, na indústria do matadouro, são criados em privação de liberdade e mortos de forma cruel.”
O trecho acima e a citação que abre o post fazem parte do texto “Vegetarianismo: por que eu devo engolir essa?, escrito por Rafael Bán Jacobsen, vegetariano ativista, fundador e atual coordenador da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) em Porto Alegre. Sugiro a leitura do texto que, entre outras informações, fala sobre o enorme impacto que a criação de animais de abate traz ao meio ambiente.
Da minha parte, estou caminhando em direção ao vegetarianismo. Não aquele tipo extremista, que não come ovos nem toma leite (até porque eu enfrentaria grandes problemas em viver sem estes produtos e seus derivados), mas do vegetarianismo seguido pela Phoebe Buffay, que prega a máxima do “no food with a face”.
Não ligo para carne bovina – posso tranquilamente viver sem – e me recuso a comer vários tipos de carnes, como de coelho, cabrito e carneiro. Se não consigo tirar os porquinhos da cabeça, não como carne de porco. Passarinhos e patos também entram nessa categoria. Os problemas são frangos e peixes, animais dos quais eu não gosto, por isso não invento moda na hora de comer. Mas estou trabalhando nisso. De uns anos para cá, o fato de comer animais vem realmente me atormentando.
Você já pensou nisso?