Frase

“Toda a minha vida meu coração buscou algo que não sei nomear.” Verso lembrado de um poema esquecido há muito tempo.

Do livro Hell’s Angels, de Hunter S. Thompson, tradução de Ludimila Hashimoto, L&PM Pocket, p. 335.

10 pedidos de fim de ano para o meio literário por Michel Laub

5. Editores, prefaciadores e escrevedores de orelha: sigam o conselho de Nick Hornby e não entreguem metade da trama, de preferência nem 1% dela. Também evitem dizer que a história que temos em mãos é “em última instância, sobre a própria literatura” ou “em última instância, sobre a própria linguagem”.

Os outros itens estão aqui, no excelente e viciante Blog da Companhia.

Sobre livros paradidáticos

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Isso me fez refletir sobre algo que já desconfiava há muito: os livros juvenis hoje são feitos para não provocarem polêmica, não desagradar a ninguém. Um tema mais espinhoso pode ser a razão pela qual os professores deixam de adotar a obra. Assim, evita-se conflitos, os personagens são todos padronizados, bonzinhos na maioria, como se a trama só existisse para passar uma lição, seja em favor da ecologia, seja contra o preconceito.

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Trecho de excelente texto escrito por Gian Danton sobre o politicamente correto que afeta nossos livros. Ler por obrigação da escola já é horrível (digo isso por experiência própria) e ainda escolhem os títulos mais chochos para os alunos lerem. E eles leem, escrevem sobre e morre por aí: não há discussão de conteúdo. Com isso, para onde vai o estímulo à leitura? Para os porões empoeirados de sebos e bibliotecas públicas?

A educação é a base de um povo. E o Brasil está desmoronando.

Frase

“Acredito que o tradutor do Paulo Coelho seja melhor do que o Paulo Coelho original, mas nós deveríamos ser como goleiro num jogo de futebol, que, quando vai bem, é porque não se fez notar.”

Alexandre Barbosa de Souza - Escritor e tradutor brasileiro

Frase

Do Joca Reiners Terron, aqui:

“Não custa registrar que a transposição da experiência vivida para a abstração da linguagem escrita exige enorme capacidade imaginativa e, como sabemos, a imaginação se assemelha à hera: ela tende a ocupar espaços vazios e meandros com voracidade de trepadeira.”

Que lindo!