“Você acha que a Cultura é cara? Então experimente a ignorância.”
Frase em muro na França, segundo o escritor português José Luis Peixoto (via @raqcozer)
“Você acha que a Cultura é cara? Então experimente a ignorância.”
Frase em muro na França, segundo o escritor português José Luis Peixoto (via @raqcozer)
O que Harry Potter faz no meio dessa gente linda nesta estampa nova da Camiseteria?
”May your blessings outnumber the shamrocks that grow, and may trouble avoid you wherever you go.”
Irish blessing
5. Editores, prefaciadores e escrevedores de orelha: sigam o conselho de Nick Hornby e não entreguem metade da trama, de preferência nem 1% dela. Também evitem dizer que a história que temos em mãos é “em última instância, sobre a própria literatura” ou “em última instância, sobre a própria linguagem”.
Os outros itens estão aqui, no excelente e viciante Blog da Companhia.
(…)
Isso me fez refletir sobre algo que já desconfiava há muito: os livros juvenis hoje são feitos para não provocarem polêmica, não desagradar a ninguém. Um tema mais espinhoso pode ser a razão pela qual os professores deixam de adotar a obra. Assim, evita-se conflitos, os personagens são todos padronizados, bonzinhos na maioria, como se a trama só existisse para passar uma lição, seja em favor da ecologia, seja contra o preconceito.
(…)
Trecho de excelente texto escrito por Gian Danton sobre o politicamente correto que afeta nossos livros. Ler por obrigação da escola já é horrível (digo isso por experiência própria) e ainda escolhem os títulos mais chochos para os alunos lerem. E eles leem, escrevem sobre e morre por aí: não há discussão de conteúdo. Com isso, para onde vai o estímulo à leitura? Para os porões empoeirados de sebos e bibliotecas públicas?
A educação é a base de um povo. E o Brasil está desmoronando.
Aulete Digital – Palavra do dia: Adelo
Adelo é sinônimo de ‘belchior’! Não sabe o que nenhuma dessas palavras significa? Bem, um adelo ou belchior, é um vendedor de roupas usadas e objetos velhos. Poucas pessoas usam o termo ‘adelo’ aqui no Brasil (os portugueses usam mais), mas algumas pessoas ainda falam ‘belchior’. E você sabia que a palavra ‘brechó’, que é o estabelecimento onde se vendem roupas e objetos usados, vem de ‘belchior’?
O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada…”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.
- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto…
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Texto fabuloso (mais um!) de Eliane Brum. Aqui, na íntegra.