O Thanksgiving, o tradicionalíssimo festival da colheita, conhecido no Brasil como “Dia de Ação de Graças”, é comemorado no Canadá (na segunda segunda-feira de outubro) e nos Estados Unidos (na quarta quinta-feira de novembro).
Neste dia, a família se reúne para uma farta ceia, em que o prato principal é um peru assado, e agradece pelas graças alcançadas. Segundo a tradição, esta refeição é um agradecimento preparada pelos primeiros colonos ao chegar à nova terra.
Provavelmente você já tenha visto algum filme ou série de TV que tenha feito menção à data ou cujo tema mesmo tenha sido sobre o Thanksgiving. No Brasil, não é comum se comemorar o Dia de Ação de Graças, mas na América do Norte a data é quase tão importante quanto o Natal. Tanto que, entre desfiles, comilanças e outras comemorações, um dos atos mais tradicionais – e esquisitos – é a solenidade em que o presidente dos Estados Unidos “perdoa” um peru – como se o coitadinho tivesse culpa por alguma coisa -, que não é sacrificado e passa o resto da sua vida em uma fazenda.
Dizem que essa tradição data de 1947, quando o então presidente Harry Truman recebeu o chamado “Peru Nacional de Ação de Graças”. Desde então, todos os presidentes perdoam perus anualmente e, este ano, um sortudo peru receberá o primeiro perdão concedido por Barack Obama.
Pensei no Thanksgiving quando vi a foto abaixo, publicada hoje entre as “fotos do dia” do Telegraph. Não sei se o peru está tentando fazer um protesto contra a iminente matança de seus pares que se aproxima ou se ele sabe que não há escapatória e tentou cometer suicídio. Mas que eu ri, eu ri.
Peru se joga no tráfego perto de Lancaster, Pennsylvania, nos Estados Unidos. Foto: AP
Acima, local na Alemanha em 1989, com o Muro cruzando o meio da praça, e abaixo, em 2009, agora transformado em uma grande avenida
Se você pesquisar em qualquer portal de notícias, encontrará reportagens – ou mesmo páginas especiais e bastante completas – sobre a queda do Muro de Berlim, cujo fato completa hoje 20 anos.
Li várias destas matérias mas o que mais me impressionou foram as fotos publicadas, que retratam a rica e polêmica história da Alemanha: desde a construção do muro, até as tentativas de cruzá-lo, os soldados patrulhando o local dia e noite, a vida nos dois lados do país dividido e, por fim, o povo quebrando o muro e a vida da Alemanha reunificada depois que ele foi totalmente destruído.
O Telegraph.co.uk (sempre ele) publicou quatro galerias com imagens sobre o Muro. A primeira delas, e a que traz as imagens mais impactantes, retrata a construção do Muro, o desespero das pessoas que tentavam ir para a outra metade da Alemanha antes que ele ficasse pronto, o resultado de algumas tentativas perigosas e inusitadas de atravessar para o outro lado – nem todas bem-sucedidas – e algumas imagens do país já dividido entre leste e oeste.
Imagem datada de 17 de agosto de 1961 mostra um cidadão de Berlim oriental pedindo a uma mulher de Berlim ocidental que compre algo para ele de uma loja da rua dividida
A segunda galeria traz imagens da grande noite, 9 de novembro de 1989, quando berlinenses, alemães e pessoas do mundo inteiro se reuniram para colocar o Muro abaixo e acabar com a divisão na Alemanha.
Outra galeria apresenta fotos do maior pedaço que restou do Muro, que foi repintado para restaurar as coloridas artes originais de 20 anos atrás. A parte restaurada do Muro, conhecida como Galeria do Lado Leste, fica ao longo do rio Spree e se extende por 1,3 quilômetro.
No dia da queda, cidadãos da Alemanha oriental escalam o Muro, enquanto guardas assistem
Além de fotos históricas e outras atuais, vários vídeos de excelente conteúdo foram publicados em diversos sites.
No Uol tem um vídeo em que pessoas que viveram em Berlim na época em que o Muro ainda imperava, ou que estiveram presente no momento da queda, contam suas histórias do antes e do depois.
A BBC Brasil também publicou um vídeo bastante interessante, intitulado “Após 20 anos, pouco restou do muro de Berlim“, com imagens de arquivo da época contrastando com imagens atuais. Dá para ter uma boa noção do tamanho do Muro perto do Portão de Brandenburg e em relação à altura das pessoas. Também dá para ver que o asfalto tem uma linha de paralelepípedos marcando o local por onde o Muro passava. Nesta mesma página, há um menu à direita com links para mais vídeos sobre o assunto.
Reportagens interessantes não faltam. Basta ser curioso e sair clicando por aí para conhecer todos os detalhes sobre um dos fatos mais importantes do fim do século passado.
“Esse tipo de universidade existe por todo o Brasil. Tres sujeitos ricos mas de escassa educação se reunem em uma praia e discutem: pessoal, temos que investir esse dinheiro, vamos abrir uma igreja, uma universidade ou uma concessionária Volks?”
(…)
“São universidades caça-niqueis, não tem qualquer espirito universitario, qualquer compromisso real com a educação, tendo capital se compram predios em leilões mal cheirosos, moveis de 3ª, professor acha com facilidade, pagou e dão aula, depois é só investir em marketing. Não tem e nunca terão espirito de universidade porque não são lideradas por educadores de verdade e sim por comerciantes para quem tanto faz escola como posto de gasolina.”
Essas palavras não são minhas. Os trechos acima (e os erros gramaticais) são de um texto brilhante escrito por André Araújo e publicado no blog do Luis Nassif, “A fábrica de alunos da Uniban“, que retrata fria e precisamente a triste realidade do ensino superior no Brasil.
Faltam 10 dias para o aguardado Halloween. “Aguardado” no hemisfério norte.
Aqui os brasileiros tentam imitar os americanos, mas a tradição de comemorar o Halloween com o “gostosura ou travessura”, como nas cenas vistas em filmes, desenhos e seriados, não cola. A comemoração sempre fica com cara de carnaval fora de época, uma esquisitice tosca, uma sensação de cópia barata que acaba cortando o barato da coisa.
Mas a data é muito interessante e veio a calhar a coincidência de eu ter assistido a duas animações muito sinistras dos chilenos Niles Atallah, Cristobal Leon e Joaquin Cociña. Intituladas Lucía, Luis y el lobo, as animações são belíssimas e a narração em espanhol sussurado deixa os vídeos ainda mais creepy. Assista aos dois no Blog do Universo HQ.
Os "newsies" em cena do filme da Disney. Foto: divulgação
O século era o XIX. O cenário, Nova York. E naquela época não existiam bancas de jornais. Quem vendia as notícias do dia eram os jornaleiros, chamados “newsies” ou “newsboys” (de “news”, “notícia”), meninos órfãos, moradores de rua ou membros de famílias pobres, que compravam jornais e saíam pelas ruas gritando as manchetes do dia para atraírem leitores/compradores.
Até que um dia, há mais de dois séculos, mais precisamente em 1899, revoltados com os preços pagos para vender jornais, os newsies se revoltaram contra o todo-poderoso editor Joseph Pulitzer (sim, aquele deu nome ao prestigiado prêmio de jornalismo), que praticamente dominava e influenciava toda a cidade com seu jornal New York World. Os newsies entraram em greve por melhores condições de trabalho para a “classe”, movida basicamente por trabalho infantil – o que não era crime à época.
Mas por que resolvi escrever sobre isto? Porque um maravilhoso artigo publicado por Kelly de Souza no Blog da Cultura, intitulado “Jornais, jornalistas e jornaleiros“, me informou que 30 de setembro é o Dia do Jornaleiro. Ao ler o artigo, cheio de informações deliciosas (pelo menos para quem é jornalista) sobre como surgiram as três profissões que dão título ao texto, me lembrei imediatamente de um dos meus filmes favoritos, Newsies, que retrata exatamente esta greve de 1899.
Capa do DVD, que saiu apenas em 2002, dez anos após o lançamento nos cinemas. Imagem: divulgação
Newsies, o filme
Sou obrigada a tropeçar em um clichê e confessar que perdi a conta de quantas vezes assisti ao Newsies (Extra! Extra!, em português). Assisti ao filme muito antes de começar a estudar jornalismo e me encantei com a história. Também foi a primeira vez que suspirei por Christian Bale, o líder dos newsies – muito antes dele se tornar “o” Christian Bale… Mas isto não vem ao caso.
O musical é baseado na história e nos personagens desta greve iniciada pelos newsies, garotos que faziam parte da classe mais pobre da sociedade norte-americana, que compravam os jornais com seu próprio dinheiro para os revender e daí tiravam todo seu sustento. Caso vendessem todos os exemplares, o lucro era deles; caso contrário, tinham que arcar com o prejuízo, já que não tinham como devolver os jornais que sobravam, pois não tinham nenhum vínculo empregatício com as empresas. A greve surgiu por causa do preço cobrado pelas empresas donas dos jornais, que era muito alto e inviabilizava uma boa margem de lucro para os newsies.
Mas, além de retratar a greve dos jornaleiros, Newsies também é uma boa aula sobre como se imprimiam os jornais no século XIX, mostrando as primeiras máquinas de impressão de jornais: as prensas com seus tipos móveis, os famosos e caquéticos linotipos, ainda em suas primeiras versões.
O musical da Disney que era para ser um drama
Nem psicopata nem morcego. Em 1992, Bale era o líder dos newsies. Foto: divulgação
Newsies inicialmente era para ser um drama, mas acabou virando um musical com 12 músicas e diversas sequências de dança. O filme foi um fracasso nas bilheterias, sendo uma das menores arrecadações da história da Disney para filmes com atores reais, e recebeu muitas críticas negativas. Porém, hoje Newsies é considerado um filme cult, tanto que, após dez anos do lançamento, saiu em DVD, em 2002 – dizem que por pressão dos fãs, já que o filme só havia saído em VHS.
Antes das filmagens, os atores passaram por 10 semanas de treinamento em dança, artes marciais e aulas vocais (sim, são os próprios atores que cantam as músicas do filme!). Newsies é dirigido por Kenny Ortega, coreógrafo de Dirty Dancing, e as músicas são de autoria de Alan Menken, responsável pelos clássicos de Pequena Loja dos Horrores, Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladin e outros. As letras são de Jack Feldman.
Além do futuro Batman e psicopata americano, Newsies ainda traz no elenco Bill Pullman como o jornalista que cobre a greve dos jornaleiros e o ganhador do Oscar Robert Duvall como o poderoso Joseph Pulitzer.
Diversão e brincadeiras com o ursinho Bussi e o cãozinho Bello
Acho que o Google não tem de tudo, não…
Não consigo encontrar a letra da música infantil Bussi Bär und Bello im Zoo… Já a ouvi um milhão de vezes, mas ainda não consegui “decifrar” todas as frases. Mas já descobri todos os animais da música, vamos ver se consigo o resto…
Aliás, uma das melhores maneiras de se aprender um nova língua é deixar qualquer vergonha e preconceitos de lado e ouvir músicas, ler livros e acessar sites para crianças, afinal, você está praticamente se alfabetizando em um novo idioma, começando do zero. Nestes materiais, o vocabulário é sempre rico, e as frases, geralmente, são mais simples, excelentes para começar a entender as estruturas gramaticais. E, se você tiver a mente aberta, ainda dá para se divertir muito!
Uma curiosidade: muito do Alemão lembra o Inglês, pois ambos idiomas têm a mesma origem germânica. Exemplo: Bär = bear = urso.
Hoje é o Hobbit Day? Putz, se não fosse o pessoal do Think Geek, eu nunca saberia!
“Happy Hobbit day! Let us all go barefoot, eat too much, & dance–in honor of Bilbo & Frodo’s bday, if you need a reason.“
De acordo com o twit do Think Geek, “Feliz Dia Hobbit! Vamos andar descalços, comer muito & dançar – em homenagem ao aniversário do Bilbo e do Frodo, caso você precise de um motivo“.
Frodo (Elijah Woods) e Bilbo (Ian Holm) na trilogia cinematográfica "O Senhor dos Anéis"
Como nos explica a Wikipedia, 22 de setembro é a data de nascimento de Bilbo e Frodo Bolseiro, personagens dos livros O Hobbit e O Senhor dos Anéis, histórias magníficas criadas pelo gênio J.R.R. Tolkien. Quem primeiro proclamou o Hobbit Day e a Tolkien Week foi a American Tolkien Society, em 1978.
Planeje uma bem-aguardada festa com seus amigos fãs de hobbits
Certifique-se de que sua festa inclua uma grande quantidade de comida – seja ela uma grande refeição ou uma variedade de petiscos
Presentes pequenos e criativos (brinquedos, bijuterias, pequenos instrumentos musicais etc.) devem ser dados aos convidados
Todos devem deixar os sapatos na porta
Se você tiver uma árvore grande em seu quintal ou em um parque próximo, pense em fazer uma “festa da árvore”
Se a festa for em uma casa, pendure fotos ou decorações com a temática hobbit
Escolha uma passagem sobre os hobbits em um dos livros para ser lido em voz alta por todos juntos. Este é um passo muito importante porque difere esta festa como uma “festa hobbit”, e não mais uma reunião com os amigos
Jogue jogos como colocar um nome hobbit nas costas de um convidado e tentar adivinhar quem ele é
Se você não acha que seus amigos se interessarão muito em uma celebração do Dia Hobbit, comemore o dia do seu jeito. Passe o dia andando descalço, coma cerca de seis refeições ou faça uma camiseta Hobbit Day e espalhe a ideia. Distribua panfletos aos seus amigos e conhecidos para ajudá-los a entender a importância deste dia.
Se você não sabia ou não se lembrou do Hobbit Day, não fique triste: esta é a Tolkien Week, a Semana Tolkien! So, let us all celebrate the Hobbit Day!
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UPDATE: RÁPIDO, leia os comentários!!! Dica preciosíssima por tempo limitado!!!
O triste, porém intrigante, aprendizado de 5 de setembro: porcos não conseguem olhar para o céu
Você já deve ter ouvido/lido alguma versão de “aprenda uma palavra por dia e, no final, serão 365 palavras novas por ano”. Pois descobri uma nova versão que não é sobre palavras, mas sobre cultura. Cultura inútil, mas cultura.
Pois o site britânico Learn Something Every Day traz essa ideia: todos os dias, uma espécie de “post-it” com um desenho engraçadinho e uma frase da cultura inútil. Alguns exemplos: “Charlie Chaplin uma vez ficou em terceiro num concurso de sósias de Chaplin”, “Albert Einstein nunca lembrava o número de seu telefone”, “Golfe é o único esporte que pode ser jogado na Lua”, “O leão do logo da MGM matou seu treinador no dia seguinte às filmagens”, “O cérebro humano é 80% água” e por aí vai.
A melhor coisa de se aprender cultura inútil é que, além de ser extremamente interessante, se você se esquecer dos fatos não se sentirá tão mal por isso – ao contrário de informações sobre cultura “séria”.
Aparentemente, o site ainda é bem novo, tendo começado em agosto, mas espero que a brincadeira não pare por aí. Dica via Updaters.
* Se encontrar algum link quebrado, por favor, me avise. Todos são testados, mas nunca se sabe quando algum sairá do ar. E nada mais chato do que encontrar um assunto interessante e não conseguir acessar os links indicados, não é mesmo?!
* Agradeço a gentileza e a visita!
* Comentários também são bem-vindos!
* Volte sempre!