Espaço em Branco

9 outubro, 2009

Prêmios Nobel

Arquivado em: Notícias — Érica @ 22:05

O presidente norte-americano Barack Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz deste ano. Apesar de torcer muito para que ele consiga fazer um bom governo, essa escolha foi “too much, too soon”, na minha opinião. O cara ainda não teve tempo de fazer nada para se mostrar digno da honraria. Dizem que ele levou o prêmio não pelo que conquistou, mas pelas suas intenções e pelo que ele representou ao ganhar as eleições americanas e se tornar o primeiro presidente negro da nação mais poderosa do mundo. Nisso eu concordo. Mas a escolha ainda soa um pouco forçada.

Como disse o cineasta Michael Moore, “Congratulations President Obama on the Nobel Peace Prize — Now Please Earn it!” – em tradução livre, “parabéns presidente Obama pelo Prêmio Nobel da Paz — agora, por favor, faça por merecê-lo!”.

Agora, o que me chateou um pouquinho foi o Nobel de Medicina. O Prêmio foi merecido, mas eu estava torcendo por aquela chancezinha quase nula do agraciado ser o super cientista brasileiro Miguel Nicolelis. Nem imagino o que aconteceria com ele caso ele levasse o Nobel e o Palmeiras, o brasileirão!

8 junho, 2009

Educação americana x brasileira

Arquivado em: Ciências, Cultura, Notícias — Érica @ 23:13
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Miguel Nicolelis

Trecho de matéria publicada na Folha Online após sabatina com o neurocirurgião brasileiro Miguel Nicolelis:

O neurocientista afirmou que diferenças culturais entre as elites dos Estados Unidos e Brasil são parte da explicação para a grande diferença entre os investimentos feitos em pesquisa nesses locais. Segundo ele, isso está relacionado ao legado que essas classes querem deixar.

“Nos Estados Unidos há uma espécie de busca por imortalidade. O rico quer ter o nome na porta de um instituto da Universidade Harvard, do MIT. Ele acha que um filho, um neto, vai passar ali e ver o nome dele”, afirma. “No Brasil, ainda temos a ilusão de que dá para levar o dinheiro junto. Até que se prove o contrário, não dá.”

Além disso, ele afirma que a legislação fiscal dos EUA, com estímulo à pesquisa e facilidade nas doações, também contribui para que o país invista mais em ciência e tecnologia. “Eu sou ex-aluno da USP e hoje é muito mais fácil doar para a Universiade de Duke. Até pensei em colocar o nome da minha avó no anfiteatro da Faculdade de Medicina da USP, mas a burocaria é tão grande que eu já teria morrido até que isso acontecesse.”

O “lado negro” da ciência

Arquivado em: Ciências, Cultura, Notícias — Érica @ 23:07

Em outra matéria publicada pela Folha Online, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis afirmou:

Entretanto, essas inovações [das pesquisas em neurociência] dão motivos para que os mais alarmados pensem que a espécie humana está próxima de ser subjugada a artefatos tecnológicos que ela própria criou. Entretanto, na visão do neurocientista, não é o caso de se preocupar.

Para Nicolelis, grande parte do medo que as pessoas têm da ciência – ou de seu “lado negro” – vem da falta de informação.

“Não podemos mais aceitar uma ciência tão longe da sociedade, que seja algo tão distante, místico, alienado da população”, afirma ele. “Não perco uma noite de sono pensando no risco de a tecnologia nos aniquilar.”

De acordo com o pesquisador, depois da 2º Guerra Mundial, a mídia, os filmes e a literatura contribuíram para que a ciência fosse vista como algo misterioso, próximo dos filmes de ficção científica, em que as invenções podem ser usadas para o mal. Na visão dele, tudo, em tese, pode ter esse fim.

“Na faculdade de medicina eu aprendi 34 meios de fazer procedimentos cirúrgicos usando uma caneta Bic. Aprendi a fazer traqueostomia com uma Bic. Dá para fazer coisas piores.”

17 maio, 2009

De blog em blog, de link em link…

Arquivado em: Blogs-Sites, Cool Things, Cultura, Literatura, Notícias, Vídeos — Érica @ 22:33

… o domingo passa e eu não o vejo passar.

Domingo é dia de se perder em links. É incrível; parece que os bons links e blogs se multiplicam aos domingos! Será que há alguma inteligência artificial que sabe que aos domingos temos mais tempo para nos perder na internet – principalmente nos domingos mais friozinhos, como o de hoje?

Paranóia minha à parte, fato é que descobri incontáveis blogs e links interessantíssimos aos domingos. E hoje não foi diferente. De link em link, caí do Blog da Cultura. Aí, já era.blog_da_cultura

Entre tantos posts bacanas sobre livros, cinema, música e cultura em geral, sugiro alguns:

Leia também a Revista da Cultura.

21 março, 2009

Nicolelis do Brasil!

Arquivado em: Ciências, Cool Things, Cultura, Genialidades, Notícias, Revistas-Jornais — Érica @ 23:38
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O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. Além de supercientista ele também é palmeirense. Foto: IstoÉ

Estou longe, muito longe de ser patriota, mas quando alguma coisa deste tipo acontece, até que dá um certo orgulho: o neurocientista brasileiro Miguel Ângelo Laporta Nicolelis está na capa da conceituada Science Magazine! É a primeira vez que a ciência brasileira ganha a capa da mais prestigiada publicação científica do mundo, que tem 128 anos de existência!

A matéria apresenta os resultados do estudo liderado por Nicolelis sobre o Mal de Parkinson, doença neurodegenerativa progressiva que causa tremores incontroláveis e espasmos, levando à morte. O estudo utilizou uma nova técnica criada pela equipe do cientista e testada com sucesso em camundongos, conseguindo eliminar os sintomas da doença ao estimular com eletricidade o sistema nervoso a partir da medula espinhal.

O trabalho foi chefiado por Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. Segundo Nicolelis, este é “o segundo estudo da Duke a fazer a capa da revista e o primeiro de uma pesquisa brasileira”.

A técnica desenvolvida pela equipe é bem menos invasiva que a usada atualmente no tratamento, que é feito em conjunto com uma série de drogas. Na técnica atual, a estimulação elétrica de neurônios é feita com a introdução de eletrodos no cérebro do paciente, em uma cirurgia bastante complicada, cujo procedimento é arriscado e limitado a apenas um terço dos milhões de pacientes de Parkinson que podem se submeter a tal procedimento.

Com a nova técnica, os cientistas abriram uma pequena incisão na pele dos roedores e retiraram um pequeno pedaço do osso para acessar a medula espinhal. Além disso, a combinação dessa nova cirurgia com a medicação tradicional prescrita para pacientes com Parkinson necessita apenas de um quinto da dose convencional, o que acaba com os efeitos colaterais e o desenvolvimento de tolerância à medicação.

Os resultados são tão promissores que os pesquisadores começarão em breve os estudos com primatas, em testes que serão realizados em Natal (RN). A expectativa é que os primeiros testes clínicos com pacientes humanos aconteçam já no ano que vem.

Leia mais sobre o estudo em entrevista que Nicolelis concedeu à revista Época, nas matérias da revista IstoÉ, do Jornal Nacional e do site G1, e em um modesto post que escrevi tempos atrás, que traz mais dois links para matérias com Miguel Nicolelis publicadas pela revista Superinteressate.

Prêmio Nobel

A revista Época perguntou a Nicolelis sobre a possibilidade do cientista ser o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio Nobel. Abaixo, a transcrição da sincera resposta:

Não, de jeito nenhum. Não tem a mínima chance. É uma coisa muito competitiva, e eu não participo das rodas sociais onde essas decisões são tomadas. Mas se, nos próximos anos, eu conseguir produzir essa nova teoria do cérebro e ela for aceita, como também consiga construir as próteses robóticas que vão alterar a vida de gente que está paralisada, o resto é… é o resto. Realizar estes feitos é a minha obsessão. Se eu conseguir chegar perto de realizar algum destes objetivos, e o Palmeiras voltar a ganhar alguma coisa que preste, vou estar satisfeito.

Fico aqui na torcida por ambas realizações.

10 novembro, 2008

A TV Cultura é simplesmente demais

Arquivado em: Blogs-Sites, Ciências, Cool Things, Cultura, Notícias, Revistas-Jornais, TV — Érica @ 20:51
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O cientista brasileiro Miguel Nicolelis Foto: Duke Magazine

Quanto mais eu penso, mais me frustro.

Hoje, antes de sair de casa para a aula de Alemão, deixei o vídeo-cassete (sim, ainda tenho um VCR em uso) gravando um programa “trava-neurônio” (porque “trava-língua” está ultrapassado) chamado O Discreto Charme das Partículas Elementares, com participação especial do imortal Professor Tibúrcio (também conhecido como Marcelo Tas).

Agora, já de volta em casa, descubro (com algum atraso) que o entrevistado da Roda Viva de hoje é o genial neurocientista Miguel Nicolelis (eu usaria o adjetivo “ninguém menos do que…” antes de introduzir o nome do pesquisador, mas, para você ter uma mínima idéia do calibre do programa [caso você viva em outro planeta e nunca ouviu falar dele], o entrevistado da semana passada foi o cineasta David Lynch).

O palmeirense Nicolelis tinha um blog muito intessante, mas que deixou de ser atualizado há mais de um ano – porém, os posts ainda estão todos lá; não deixe de dar uma olhada e conhecer o projeto Instituto Internacional de Neurociência de Natal (RN), liderado pelo cientista.

De acordo com o site da TV Cultura, “Miguel Nicolelis é formado em medicina e doutorado em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em neurofisiologia nos Estados Unidos, onde vive há vinte anos. Professor titular de neurobiologia e engenharia biomédica na Universidade de Duke, ele lidera uma equipe de pesquisadores que desenvolvem pesquisas para integrar cérebro humano e máquinas. Ele é responsável pelo desenvolvimento de um sistema que possibilita a movimentação de braços robóticos a partir de sinais cerebrais.

Os mais de duzentos estudos de Miguel Nicolelis em neurociência ampliaram o entendimento dos mecanismos cerebrais e a possibilidade de que cérebro e robôs possam trabalhar juntos. Esses estudos estão sendo levados a vários centros de pesquisas do mundo. No Brasil, ele criou o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Natal, Rio Grande do Norte, destinado a desenvolver a pesquisa científica de ponta.”

Quem diz que não existe vida inteligente na TV aberta nunca assistiu à TV Cultura.

Mas, enfim, após muito tempo sem gravar nada, tirei o pó de cima de uma fita VHS e volto a ativar o famigerado botão REC, assim que solucionar um problema: gravo Roda Viva ou CQC? De qualquer forma, tenho que encerrar o post para programar o vídeo-cassete e gravar um dos dois.

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p.s.: tem duas matérias muito boas publicadas na revista Superinteressante trazendo um pouco do trabalho desenvolvido por Nicolelis: A Revolução do Cérebro (2006) e Grandes Descobertas (2004).

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