O trecho abaixo é de uma crônica do escritor Antonio Prata. Leia.
“Não é por desleixo que ignoramos a morte: empenhamos muita energia nessa direção. Está vendo esses homens embriagando-se no bar? Aquela garota de sobrancelhas franzidas analisando a tabela nutricional do iogurte? O casal brigando dentro do carro? Tudo para não olharmos de frente a grande defenestradora. Tergiversamos o quanto podemos, mas não postergamos: uma hora ela chega, nós vamos.”
Apesar de falar sobre um assunto profundo, a morte, veja como o parágrafo começa simples, bem fácil de ler e com exemplos cotidianos que todos entendem. De repente, e em seguida, aparecem três palavrões: defenestradora, tergiversamos e postergamos! Lindo, lindo, lindo!
E pensar que aprendi a palavra “defenestrar” a partir de um conto do pai do Antonio, o Mario…