… época mais triste e hipócrita do ano. Se preparem, ela já está aí – de novo!
Chegou a época de todos se lembrarem que:
@ existem muitas famílias passando fome – e, em muitos lugares do país, sofrendo mais uma vez com as castigantes chuvas de verão;
@ existem crianças abandonadas;
@ existem crianças que não recebem presentes durante o ano todo, nem mesmo em seus aniversários e, muito menos, de Papai Noel.
Época, também, de todos se esquecerem que:
@ o Natal deveria ser uma festa religiosa e familiar, e não, consumista;
@ o 13º salário deveria ser usado para acabar com ou amenizar dívidas feitas durante o ano, e não criar novas dívidas comprando produtos supérfluos;
@ aquele monte de luzinhas, bichinhos bonitinhos e papais noéis dos mais diferentes estilos cujos movimentos são regidos à energia elétrica, e outras decorações do tipo que enfeitam casas e comércios gastam uma energia desnecessária, aumentando o consumo e a conta no fim do mês;
@ aquelas mesmas luzinhas esquentam o ambiente, o que faz com que as pessoas liguem aparelhos de ar-condicionado ou ventiladores, aumentando ainda mais o consumo de energia e, consequentemente, castigando o meio ambiente;
@ o Brasil é um país tropical e muito, muito quente, onde não há neve – exceto em raros casos sulistas; mesmo assim, em meses de inverno do País, isto é, por volta de julho – portanto, está mais do que na hora de usar a criatividade tupiniquim e criar um Natal brasileiro, acabando com os enfeites que hipocritamente imitam neve e coisas tipicamente norte-americanas ou européias, que soam extremamente fora de lugar.
Isso sem falar em:
@ desperdício de alimentos: Natal é época de extravagâncias. Na mesa, 10 tipos de pratos para cada membro da família. Tudo bem que a comida que se prepara muitas vezes dá para vários dias, mas aqueles pratos mais elaborados, com ingredientes diferentes, nem sempre fazem sucesso e acabam no lixo. Sem contar que, após horas fora da geladeira, certos alimentos ficam impróprios para o consumo. Em outros casos, de tanto mexer nos pratos, no fim da festa não dá para aproveitar toda a comida, tamanha a bagunça – “Isso é frango? Mas o que são aqueles pontinhos pretinhos? Tá meio mole para ser frango… Parece que misturou com o doce… Ah, vai pro lixo!”
@ desperdício de embalagens: alguém recicla os papéis e sacolas de embrulho dos presentes ou eles vão direto para o lixo? E quanto às caixas de brinquedos e todos seus plásticos, saquinhos, feixes que mantêm o brinquedo preso na caixa, manuais de instruções etc? Vão pro lixo também?
@ extremo consumismo: presentes mil – alguns trocados várias vezes até atingir finalmente o gosto do presenteado, outros sorrateiramente vendidos ou mesmo descaradamente reciclados (ei!) em outras ocasiões -, roupas para serem usadas uma única vez, enfeites e frescurinhas que vão parar no lixo etc.
E tudo isso se repete no Ano Novo. Em versão potencializada. Viva as festas de fim de ano!
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Para deixar este post mais light (e já que é época de ser hipócrita…): já passei da idade de ganhar presentes de Natal e agora tenho que comprar meus próprios brinquedos, mas caso alguém queira me presentear, acabo de ver duas sugestões perfeitas: um Little Pony versão elfo Legolas, o arqueiro d’O Senhor dos Anéis, e uma tartaruga de pelúcia que reproduz constelações no seu quarto! O Michelângelo adora ser tartaruga, mas eu apenas gosto de tartarugas. E, claro, sou fã d’O Senhor dos Anéis e seus amigos – e inimigos também, vai… Natal é tempo de perdoar, não é?! Hein? Não? Ah… Ok…

O Santa Vader do início do post é de um dos sites mais legais do planeta, o Think Geek.
Vi estas super dicas no super site Blog de Brinquedo.