Espaço em Branco

30 Junho, 2008

CQC liberado

Arquivado em: Notícias, Política, TV — espacoembranco @ 22:03

27 Junho, 2008

Life

Arquivado em: Etcs — espacoembranco @ 17:56

É engraçado como tanta coisa perde a graça de repente.

26 Junho, 2008

Volte sempre

Arquivado em: Cultura, Notícias, Orientalidades, Política — espacoembranco @ 21:04

Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilApós nove dias, o príncipe herdeiro do trono japonês deixou o Brasil e voltou ao seu país.

Eu estava certa de que, com tantas regras a serem seguidas, o primeiro a pisar na bola seria, claro, o sr. presidente do Brasil. Mas não foi o que aconteceu. Quem quebrou as rígidas regras, e de novo, e de novo e de novo, foi o próprio príncipe Naruhito. Mas não foi exatamente isso o que mais me surpreendeu: foram os modos como ele deixou o protocolo de lado e se mostrou extremamente humano, simpático, simples e muito, muito culto. Exemplos:

Logo ao pisar em terras tupiniquins, Naruhito já quebrou o protocolo que proibia tocar o herdeiro e estendeu a mão e cumprimentou o presidente e a primeira-dama, fato que se repetiu por várias ocasiões durante sua visita, cumprimentando governadores e descendentes japoneses que moram no Brasil;

Naruhito se emocionou ao ouvir “Águas de Março” e “Garota de Ipanema”, tocadas pela Orquestra Petrobras Sinfônica, e ainda disse, em português, que o concerto foi “maravilhoso”;

Após mais um dos banquetes oferecidos pelo governo brasileiro, Naruhito se juntou ao Quarteto Carmago Guarnieri e tocou “Serenata Noturna”, de Mozart (esta foi uma das minhas quebras de protocolo favoritas);

Ainda falando de música erudita, Naruhito aplaudiu por quase três minutos – e, ao final, em pé – a apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo;

E, para fechar a brilhante sequência de quebras de regras e protocolos, Naruhito surpreendeu o público e discursou em português – “praticamente sem sotaque” – para alunos da USP! Detalhe, segundo Suely Vilela, reitora da universidade, 14% dos alunos da universidade e 8% dos professores são nikkeis.

Visita brilhante.

24 Junho, 2008

Interior

Arquivado em: Animais — espacoembranco @ 13:38

Ainda é possível flagrar cenas como esta por aqui:

23 Junho, 2008

Congresso

Arquivado em: Idiomas, Política — espacoembranco @ 22:22

Aproveitando que hoje é dia de CQC, preciso fazer um esclarecimento: “Congresso” é escrito com “ss” e não com “ç”. A campanha CQC no Congresso é a favor da liberdade de expressão, mas assassinato ainda é crime, mesmo que seja contra a Língua Portuguesa (ou, pelo menos, deveria ser…)

Stephen King se mete na política

Arquivado em: Notícias, Política — espacoembranco @ 21:19

Não sei se Stephen King já fez isso antes, mas recebi um e-mail em que ele mostra seu apoio à candidatura e pede ajuda financeira para a campanha de seu amigo Tom Allen, um congressista do Maine (EUA), rumo ao cargo de senador. Um dos parágrafos do e-mail diz o seguinte:

I don’t usually do large book signings or events, but this time I’m making an exception because the stakes are so high. We HAVE to change the way the government has been doing business for the last eight years, and I’m doing all I can to help Tom win in NovemberThat’s why I am going to sign 500 bookplates that I will send to the first 500 people who give $150 or more to Tom’s campaign, before June 30th.” (os grifos são do próprio e-mail)

Estranho… Mas ao menos o escritor apóia os Democratas e é contra as políticas do mr. W. Bush. E ainda torce para o Red Sox.

Segue o e-mail na íntegra:

The Official Stephen King Newsletter

Erica,

This November, millions of Americans will go to the polls and be given a clear choice – to continue along the path we have taken for the past eight years or to make drastic changes in how we approach the challenges the future holds for our country.

I have been amazed by the incredible energy and passion that voters have shown, turning out across the country in record numbers to demand change.

Here in Maine, we are lucky to have a candidate that understands the kinds of changes we need to move forward.  My friend, Congressman Tom Allen, is running for the U.S. Senate. He is committed to expanding opportunities for the middle class, providing affordable health care coverage to all Americans, and responsibly bringing our troops home from Iraq.

I don’t usually do large book signings or events, but this time I’m making an exception because the stakes are so high. We HAVE to change the way the government has been doing business for the last eight years, and I’m doing all I can to help Tom win in NovemberThat’s why I am going to sign 500 bookplates that I will send to the first 500 people who give $150 or more to Tom’s campaign, before June 30th.

Click here to give $150, $250, or $500 to help Tom win in November and receive a signed bookplate.

I know that many of you were disappointed when we decided to postpone our planned event in Maine with John Grisham, Tess Gerritsen, and me but we are confident that it will be rescheduled for the fall.  When we have more information, we will be sure to let you know.

In the meantime, please do all you can to help Tom’s campaign.  In order to make the changes we need, even with a  Democratic President, we will need at least 57 Democratic Senators.  With your help, Tom Allen will be one of them.

Click here to give $150, $250, or $500 to help Tom win in November and receive a signed bookplate.

Thank you for your continued support for Tom’s campaign.

Sincerely,

Stephen King


P.S. Be sure to contribute soon!  There will only be 500 bookplates available. Click here to give $150, $250, or $500 to help Tom win in November and receive a signed bookplate.

Contributions or gifts to Tom Allen for Senate are not tax deductible.

Federal law requires us to use our best efforts to collect and report the name, mailing address, occupation and name of employer of individuals whose contributions exceed $200 in an election cycle.

Paid for by Tom Allen for Senate
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22 Junho, 2008

O amor de Tumitinha era pouco e se acabou

Arquivado em: Cool Things, Literatura — espacoembranco @ 22:44

Sou mal-humorada de nascença e tenho raros ataques de risos. Um deles aconteceu ao ler a crônica que dá nome a este post, escrita por Mario Prata e publicada originalmente em janeiro de 1995 no jornal O Estado de S.Paulo. Mais tarde, ela entrou para a coletânea “Cem Melhores Crônicas”, livro no qual a li. O item “Tumitinha” foi o que me levou às lágrimas.

Como o texto está publicado em vários sites, inclusive no do próprio autor, segue abaixo na íntegra:

O amor de Tumitinha era pouco e se acabou

Você também deve ter alguma palavra que aprendeu na infância, achava que tinha um certo significado e aquilo ficou impregnado na sua cabeça para sempre. Só anos depois veio a descobrir que a palavra não era bem aquela e nem significava aquilo. Um exemplo clássico é a frase (que eu já comentei aqui) HOJE É DOMINGO, PÉ DE CACHIMBO. Na verdade não é Pé de Cachimbo, mas sim PEDE (do verbo pedir) cachimbo. Ou seja, pede paz, tranquilidade, moleza, pede uma cervejinha. E a gente sempre a imaginar um pé de cachimbo no quintal, todo florido, com cachimbos pendurados, soltando fumaça. E, assim, existem várias palavras. Por exemplo:

Álibi – Quando eu era garoto, tarado por filmes de bandido e mocinho e gibis, semprei achei que ÁLIBI era o amigo do Mocinho. Claro, o Mocinho sempre tinha um Álibi e o bandido não. O Álibi, nos filmes, geralmente, era um velhinho. Mas resolvia.

Atalibálago – Essa é do escritor Fernando Moraes. Quando era garoto em Minas, viu um anúncio de um candidato a deputado: Atalibálago. Adorou o nome, chegou a comentar com o pai e nunca esqueceu a esquisitice. Só anos mais tarde, veio a descobrir que, na verdade, o deputado que um dia acabou se elegendo, se chamava, na verdade, Ataliba Lago.

Garagê – Assim, com circunflexo no e. Devia ser algum bairro do Rio de Janeiro, porque sempre passavam ônibus com esse destino. Mas na verdade, estavam indo para a garage. Esse bairro devia ser perto de outro muito concorrido, o Récolhe.

Margarida – Esta está na peça Apareceu a Margarida, do Roberto Athayde. A personagem (magistralmente interpretada por Marília Pera e dirigida por Aderbal Freire-Filho) achava que o Hino Nacional tinha sido feito para sacanear ela: “Do que a terra… Margarida”…

Nabudonosor – Eu sempre achei que o babilônico Nabuco fosse de um país chamado Nosor. Era Nabuco do Nosor. Achava que devia ser na África, perto do Quênia, por ali. Hoje já sei que Nabuco é um bar na Villaboim.

Seu Penhor – O poeta Sergio Antunes me confessou outro dia que ele achava que o Seu Penhor (desta igualdade) fosse o ranzinza antigazeteiro do nosso grupo escolar, em Lins.

Sulfechando – Meu primo Hugo Prata um dia perguntou ao pai dele o que significava o verbo Sulfechar. O pai alegou que esse verbo não existia e teve que provar com dicionário e tudo. Como o garoto insistia em conjugar o verbo, o pai lhe perguntou onde ele tinha ouvido tal disparate. E ele disse e cantarolou aquela música do Tom Jobim: “são as águas de mar sulfechando o verão”…

Tumitinha – Todo mundo conhece a música Ciranda-Cirandinha. Uma amiga minha me confessou que durante anos e anos, entendia um verso completamente diferente. Quando a letra fala “o amor que tu me tinha era pouco e se acabou”, ela achava que era “o amor de Tumitinha era pouco e se acabou”. Tumitinha era um menino, coitado. Ficava com dó do Tumitinha toda vez que cantava a música, porque o amor dele tinha se acabado. E mais, achava que o Tumitinha era um japonesinho. Devia se chamar, na verdade, Tumita. Quando ela descobriu que o Tumitinha não existia, sofreu muito. Faz análise até hoje.

Ventre Jesus – Aprendi a rezar a Ave-Maria ainda analfabeto, com três ou quatro anos. E sempre achei que Ventre Jesus era o nome do Homem, quando dizia “do vosso Ventre Jesus”. Aliás, achava um belo nome para Deus.

Virundum – O Henfil, só depois de grandinho foi que descobriu que o Hino Nacional na se chamava Virundum.

20 Junho, 2008

Good News, Bad News

Arquivado em: Notícias, Política — espacoembranco @ 12:44

Primeiro, uma notícia para “nos” dar mais esperanças de retomar a Casa Branca: Celebridades que apoiavam Hillary agora se unem por Obama.

Agora, uma notícia que cimenta um pouco mais as nossas esperanças: Polícia encontra oito toneladas de cadernos em depósito de Barueri (SP). Notícias deste tipo machucam.

Ouch!

Arquivado em: Frases — espacoembranco @ 12:19

Frase lida em uma newsletter do PublishNews:

O escritor precisa de quase tanta coragem como o guerreiro; um não deve preocupar-se mais com os jornalistas do que o outro com o hospital.” - Stendhal – Escritor francês (1783 – 1842)

Me lembrei de outra famosa frase proferida pelo jornalista Ricardo Noblat:

Os médicos pensam que são deuses. O jornalista tem certeza.”

Diversas outras profissões têm a sua própria versão, mas eu prefiro essa…

18 Junho, 2008

1×1

Arquivado em: Cultura, Notícias, Orientalidades — espacoembranco @ 21:53

Dois “resultados” das notícias de ontem: o primeiro – e o mais inesperado – é que, contrariando os meus “medos”, não foi o senhor presidente quem quebrou os protocolos na chegada de Naruhito, o herdeiro do trono japonês, ao Brasil. Foi o próprio príncipe do Japão quem estendeu a mão e cumprimentou o presidente. Achei legal. Mas ainda faltam oito dias.

O outro: esperando bater os 5 milhões de downloads e atingir o recorde mundial de maior número de downloads em 24 horas, o Firefox ultrapassou a marca dos 8 milhões de downloads de sua terceira versão no primeiro dia após seu lançamento, segundo o blog da Mozilla. Mesmo enfrentando problemas técnicos por causa do intenso fluxo de acesso ao site, o recorde foi batido com facilidade.

E agora, quem vai pagar “o bill”?

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